MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Eduardo Puccioni e Olívia Bulla

São Paulo – Depois de ter subido quase 2% ontem, o Ibovespa tem ligeira queda com investidores preferindo não fazer grandes movimentos antes da reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), às 15h, na qual se espera que a autoridade monetária possa dar indicações mais claras sobre possíveis cortes de juros. O dia é também de espera pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e eventuais mudanças no comunicado. As ações de bancos estão entre as que mais pesam para a queda, mostrando realização de lucros.

Por volta das 13h15 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 0,13% aos 99.274,13 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 6,4 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto de 2019 apresentava recuo de 0,30% aos 100,190 pontos.

“Hoje é o dia ‘D’ do Fed para definir taxa de juros. Junto com o Fed outros bancos centrais também devem sinalizar o início de redução de taxas, atuando de forma coordenada para minimizar riscos de uma recessão global. Assim as atenções de hoje ficam para o período da tarde”, afirmou o analista da Mirae Asset Corretora, Pedro Galdi. Ontem, o Banco Central Europeu (BCE) já sinalizou que deve continuar com estímulos a economia, o que animou investidores.

No mercado doméstico, a cena política é monitorada pelo mercado, depois que o governo sofreu uma derrota no Senado, que rejeitou o decreto de Jair Bolsonaro que flexibiliza a posse e o porte de armas no Brasil. Também ocorre neste momento a participação do ministro da Justiça, Sérgio Moro, em audiência da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde será questionado pelos parlamentares. Ontem, o site “The Intercept Brasil” divulgou novas conversas que reforçam a impressão de parcialidade do ex-juiz.

O dólar comercial segue operando com alta fraca aguardando a decisão do Fed e analisando o depoimento que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, está dando na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), no Senado. Também segue no radar a decisão de hoje do Copom.

Por volta das 13h15, o dólar comercial registrava alta de 0,33%, sendo negociado a R$ 3,8740 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2019 apresentava avanço de 0,31%, cotado a R$ 3,875.

“Hoje o dólar deve seguir nessa toada até que algo realmente relevante seja divulgado. Provavelmente será a decisão do Fed, pois a decisão do BC ficará para depois do fechamento do mercado de câmbio. Os investidores estão acompanhando as declarações do Moro, mas até o momento nada comprometedor foi informado”, afirmou um operador de um grande banco.

O ministro da Justiça, Sergio Moro, negou ter contato com o presidente Jair Bolsonaro quando sentenciou, em julho de 2017, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e meio de prisão por corrupção.

“Eu fui convidado, pouco antes do segundo turno – convidado não, fui sondado – pelo ministro Paulo Guedes, se eu me disporia a falar sobre convite para ser ministro de Justiça. Eu não conhecia Jair Bolsonaro”, disse Moro à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.  

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem com leves altas, ensaiando uma recomposição de prêmios, antes das decisões de juros do Federal Reserve e do Copom. O movimento está alinhado ao sinal positivo ensaiado pelo dólar.

Às 13h15, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,115%, de 6,075% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 estava em 6,08%, de 6,02% após o ajuste da véspera; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 7,02%, de 6,96% e o DI para janeiro de 2025 estava em 7,54%, de 7,50%, na mesma comparação.

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