MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Eduardo Puccioni e Olívia Bulla

São Paulo – O Ibovespa acelerou ganhos, em linha com as fortes altas dos principais mercados acionários no exterior, reagindo a comentários positivos do presidente norte-americano Donald Trump sobre a China e sinalizações de possíveis cortes de juros dadas pelo presidente o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi. O dia também é mais tranquilo no cenário doméstico, que observa possíveis alterações do texto da reforma da Previdência.

Por volta das 13h30 (horário a de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 1,62% aos 99.208,56 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 8,3 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em agosto de 2019 apresentava avanço de 1,56% aos 100.135 pontos.

“Há muita coisa acontecendo lá fora e as bolsas estão subindo forte, estamos indo nessa esteira. Mas há fatores locais também, depois do mal estar do mercado na sexta-feira, investidores viram que as coisas não foram tão ruins e rapidamente já foi escolhido um novo presidente para o BNDES”, disse o economista da Órama Investimentos, Alexandre Espírito Santo.

No exterior, as bolsas norte-americanas aceleraram logo após a abertura e passaram a subir mais de 1% diante de declarações de Trump, que afirmou ter tido uma conversa pelo telefone com o presidente chinês, Xi Jinping, e confirmou seu encontro durante reunião do G-20, que acontece no fim deste mês, no Japão. O anúncio é considerado um passo importante para a retomada das negociações comerciais entre os dois países.

Mais cedo, as bolsas já operavam em alta refletindo um discurso mais “dovish” de Draghi, que disse que o BCE ainda pode usar cortes de juros como ferramenta. As afirmações alimentam expectativas já elevadas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e o Comitê de Política Monetária (Copom) também possam sinalizar cortes de juros amanhã, em um movimento global de bancos centrais.

Já na cena doméstica, depois de ruídos nos últimos dois pregões, a comissão especial da Câmara começa a discutir o relatório da reforma da Previdência, sendo que aparentemente o governo ainda não desistiu da capitalização, que ficou de fora do parecer. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse ontem que o governo pode criar uma nova proposta de capitalização. Ontem à noite também foi anunciado que Gustavo Montezano, ex-sócio do Pactual e secretário-adjunto de Salim Mattar, na secretaria de desestatização do Ministério da Economia, será o novo presidente do BNDES no lugar de Joaquim Levy.

Ainda há expectativas de que algumas partes do texto, consideradas negativas, como o aumento da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para bancos e para a B3 seja revista. Segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, o relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP) estuda rever o trecho que atinge a B3.

O dólar comercial segue operando em queda na sessão de hoje influenciado pela fala do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi. Colabora para o otimismo dos investidores a perspectiva de aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, com a apresentação e discussão do parecer com as mudanças.

“O driver hoje é externo. Draghi sugerindo que se não tiver melhora na economia da zona do euro haverá injeção de estímulos na economia, podendo ser através de corte de juros ou aumento do programa de recompra de ativos. Isso fez as moedas de países emergentes se valorizarem hoje”, explicou Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava recuo de 1,15%, sendo negociado a R$ 3,8560 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2019 apresentava desvalorização de 0,82%, cotado a R$ 3,859.

Draghi afirmou que o BCE pode cortar suas taxas de juros de referência ou expandir seu programa de compra de ativos, para levar a inflação da zona do euro para a meta e responder a desafios à economia da região. Draghi sinalizou que novas medidas de afrouxamento monetário podem vir tão cedo quanto na próxima reunião do Conselho do BCE, em julho. “Nas próximas semanas, o Conselho do BCE irá deliberar de que modo os nossos instrumentos podem ser adaptados à gravidade do risco para a estabilidade de preços”, disse ele.

No cenário interno, a comissão especial da Câmara começa a discutir o relatório da reforma da Previdência, sendo que o governo ainda não desistiu da capitalização, que ficou de fora. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse ontem que o governo pode criar uma nova proposta de capitalização se necessário.

“O investidor demonstra otimismo com a reforma da Previdência. Estamos vendo uma blindagem para aprovação, com méritos para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Então essa aprovação, pelo menos na câmara, deve sair”, afirmou Rostagno, que lembrou que diante desses acontecimentos, a tendência hoje é de queda para o dólar comercial.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem em queda firme, acompanhando o movimento de valorização dos demais ativos locais, após as declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi. Porém, a retirada de prêmios da curva a termo é mais comedida, com os investidores em compasso de espera pela decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom), amanhã.

Por volta das 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,06%, de 6,08% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 estava em 6,00%, de 6,03% após o ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 6,92%, de 7,00%; e o DI para janeiro de 2025 estava em 7,46%, de 7,56%, na mesma comparação.

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com