MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – Após operar em queda no início do dia, o Ibovespa passou a subir com o anúncio do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que a Caixa Econômica Federal deve devolver recursos à União. No entanto, o índice mostra alguma volatilidade e dificuldades de se firmar no campo positivo em dia de vencimento de opções sobre o Ibovespa.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava ligeira alta de 0,07% aos 99.029,60 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 7,1 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2019 apresentava recuo de 0,10% aos 99.000 pontos.

“Foi falado sobre a despedalagem dos bancos e isso é música para o mercado. O momento positivo continua, ontem já foi um dia muito positivo”, disse o diretor de operações da Mirae Asset Corretora, Pablo Spyer. Guedes e o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciaram a devolução de recursos emprestados ao banco pela União. Somente em 2019, a Caixa irá devolver R$ 3 bilhões, de um total de R$ 20 bilhões que serão devolvidos no longo prazo.

“Durante a campanha falamos que íamos despedalar os bancos públicos. Foram muitos empréstimos da União aos bancos públicos e foi um excesso, abusaram desses recursos. Nossa reponsabilidade é devolver esses recursos para União. Recuperando esses recursos vamos regatando a dívida pública”, afirmou o ministro Paulo Guedes durante a coletiva de imprensa. Mais cedo, quando se anunciou que haveria uma coletiva, mas não foi revelado o assunto, chegou-se a especular no mercado que pudessem ser anunciadas medidas de estímulos para a economia.

Já para o analista da Necton Corretora, Glauco Legat, a notícia da devolução de recursos é positiva, mas não necessariamente a responsável pela alta do Ibovespa, já que não traz grandes surpresas. O analista destaca que alguns papéis têm mostrado resistência hoje, apesar do cenário externo mais negativo. As ações da Petrobras, por exemplo, mostram queda contida apesar das fortes perdas do petróleo. As ações de bancos também seguem majoritariamente em alta, caso dos papéis do Bradesco. Além disso, Legat lembra que o vencimento de opções sobre o Ibovespa traz alguma volatilidade.

O dólar comercial passou a operar em queda frente ao real, renovando mínimas a R$ 3,83, após oscilar nas primeiras horas de negócios, reagindo ao discurso do ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciando que a Caixa Econômica devolverá um montante de R$ 3,0 bilhões ao governo federal.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,25%, sendo negociado a R$ 3,8400 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em julho de 2019 apresentava recuo de 0,47%, cotado a R$ 3,843.

Em coletiva de imprensa, Paulo Guedes e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, anunciaram a devolução de recursos emprestados ao banco pela União. Neste ano, a Caixa irá devolver R$ 3 bilhões, de um total de R$ 20 bilhões que serão pagos ao governo no longo prazo. A medida corrobora para o bom humor dos investidores locais que levaram a moeda estrangeira a renovar mínimas durante a coletiva de imprensa dada pelo ministro e por Guimarães.

“O governo vai resgatar a dívida pública utilizando recursos devolvidos por bancos públicos como a Caixa. O que mostra que ele continua comprometido com o equilíbrio fiscal do país e qualquer sinalização de empenho do Guedes az preço”, destaca o analista de câmbio da Correparti, Ricardo Gomes Filho.

Para o diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer, o sentimento positivo com o andamento de pautas importantes no Congresso Nacional nos últimos dias, além da expectativa com a reforma da Previdência, reforça ao cenário positivo dos ativos locais.

“A reforma está em velocidade cruzeiro. As coisas estão caminhando dentro do prazo e o mercado está na expectativa pela apresentação do parecer da reforma amanhã apostando que será aprovada no Congresso no segundo semestre”, diz.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) têm oscilações estreitas, mas mantêm o viés negativo exibido desde a abertura do pregão, em um movimento alinhado ao dólar, que segue abaixo de R$ 3,85. Os investidores digerem as declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, e as medidas para reduzir a dívida pública, avaliando o impacto do anúncio na condução da Selic.   

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,165%, de 6,18% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 6,15%, de 6,17%; o DI para janeiro de 2023 estava em 7,03%, de 7,06% após o ajuste de ontem; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 7,56%, de 7,59%, na mesma comparação.

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