MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

São Paulo – O otimismo crescente em relação à probabilidade de o governo conseguir aprovar reformas econômicas no Congresso criou um apetite por risco no mercado brasileiro, descolando a cena local do movimento observado no exterior.

Para o analista da Terra Investimentos, Régis Chinchila, o mercado “segue embalado por uma nova configuração de apoio às reformas” que têm se mostrado nos últimos dias. O otimismo local tem prevalecido e o analista chama atenção para a maior liquidez, principalmente no pregão de ontem.

O otimismo dos investidores baseia-se no anúncio de um pacto entre os Três Poderes em prol das reformas, na aprovação pelo Congresso da primeira medida provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro e no compromisso do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de colocar a reforma da Previdência em votação antes do recesso parlamentar, em julho.

Por volta das 13h30 (de Brasília), o Ibovespa subia 0,19%, aos 96.584 pontos, enquanto o contrato futuro do índice com vencimento em junho avançava 0,13%, aos 96.805. Nos Estados Unidos, o índice acionário S&P 500 caía 1,01%, aos 2.773,92 pontos.

No mercado de câmbio, o dólar comercial recuava 0,72% no pregão à vista, a R$ 3,9950 para a venda, enquanto o contrato futuro da moeda com vencimento em junho recuava 0,78%, aos R$ 3.995,00. “Eu vejo mais como um efeito técnico e um rally atrasado do dólar”, diz o estrategista-chefe da BCG Corretora, Juliano Ferreira.

“Não há mudança de cenário. Mas o fato de pautas andarem no Congresso com medidas provisórias [MPs] sendo aprovadas na Câmara e no Senado, o pacto que o governo federal vai fazer com os poderes legislativo e judiciário animam o investidor local somado à declaração do presidente do Banco Central de que o cenário é menos propício ao corte de juros”, explicou.

No mercado de Depósito Interfinanceiro (DI), as taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem sem rumo único, com os vencimentos mais curtos exibindo leves oscilações, enquanto os vértices longos têm queda firme.

O recuo do dólar para abaixo de R$ 4,00 e o otimismo com a política local favorecem a retirada de prêmios no trecho mais longo, reduzindo o impacto negativo vindo do exterior.

O DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,330%, de 6,31% no ajuste de ontem o DI para janeiro de 2021 estava em 6,59%, repetindo o ajuste da véspera; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 7,62%, de 7,73%.

A boa notícia é que no front político as notícias têm sido positivas e ajudam a amortecer os movimentos [de aversão ao risco] vindos lá de fora”, explica o economista da Guide, Victor Cândido. “O investidor se animou com o político. Então descola um pouco do exterior”, reitera um operador sênior de derivativos de uma corretora nacional.

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