MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

11/01/2019 13:34:28

Por: Eduardo Puccioni / Agência CMA

São Paulo – O Ibovespa segue em queda desde a abertura, chegando a operar próximo da estabilidade em um determinado período de tempo pela manhã de hoje, mas sempre com viés de queda. No início da tarde, a queda acentuou um pouco mais, mas mesmo assim ainda tímida. Os investidores seguem de olho na desaceleração econômica da China e a questão do orçamento dos Estados Unidos.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 0,35% aos 93.476,39 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 5,5 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em fevereiro de 2019 apresentava recuo de 0,47% aos 93.890 pontos.

Investidores mostram cautela com receio de uma desaceleração da economia chinesa e com o impasse no orçamento dos Estados Unidos, enquanto ainda digerem o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) ontem e os rumores de que as negociações comerciais entre autoridades chinesas norte-americanas continuarão.

No exterior, os índices europeus operam mistos e futuros norte-americanos com leve baixa com notícias opostas e algumas indefinições no horizonte. A XP Investimentos destacou que, segundo a agência “Reuters”, a China deve reduzir meta de crescimento para uma banda de 6% a 6,5% em 2019, ante “próximo a 6,5% colocado para 2018. Por outro lado, há expectativa de que China e Estados Unidos continuem conversas sobre um acordo comercial, o que foi visto como um bom sinal.

Para os analistas da Levante Investimentos, o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, ontem, de que serão pacientes na elevação de juros por lá também pode ser considerado “positivo para moedas e países emergente, que é o nosso caso”. Entretanto, ainda está no radar a questão do orçamento norte-americano, com o presidente Donald Trump pressionando democratas para obter recursos para o muro na fronteira com o México.

Já no Brasil, investidores monitoram o noticiário em torno da proposta para a reforma da Previdência que está sendo elaborado. Há rumores de que para facilitar mudanças futuras, o texto pode deixar pontos a serem regulamentados por projetos de lei posteriores. Além disso, um sistema de capitalização pode ser implementado de forma gradual, com pessoas de baixa renda usufruindo primeiro dos benefícios.

No mercado de câmbio, o dólar comercial iniciou a sessão de hoje em queda, mas passou a subir ainda durante a manhã, influenciado por fluxo de compra local já que a moeda norte-americana se encontra “barata” após dias que queda até chegar abaixo dos R$ 3,70 essa semana.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,13%, sendo negociado a R$ 3,7150 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em fevereiro de 2019 apresentava ligeiro avanço de 0,06%, sendo negociado a R$ 3,718.

“Grandes players estão comprando no nível abaixo de R$ 3,70 visto o ambiente de incertezas, principalmente, quanto às reformas estruturais, em especial, a da Previdência. O dólar está tentando buscar níveis mais baixos, mas aparece a força comprado com ele ficando barato e acaba pressionando a moeda”, comenta o analista de câmbio da Correparti, Ricardo Gomes da Silva Filho.

O movimento de compra anulou a expectativa de queda da moeda com os dados de inflação ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês) no mês passado. O resultado ficou em linha com o esperado pelo mercado registrando queda de 0,10%, em base mensal. Nos 12 meses encerrados em dezembro, o CPI subiu dentro do esperado (+2,2%).

“Vale notar que o índice cheio segue acima da meta do Federal Reserve [Fed, o banco central norte-americano] de 2%, a expectativa no curto e médio prazo é que a inflação corra próximo da meta”, comenta a equipe econômica da Capital Markets.

O analista da Correparti ressalta que, mesmo com essas oscilações, é possível perceber que a divisa estrangeira “encontrou suporte” na faixa de R$ 3,70, também em linha com a desvalorização global do dólar nos últimos dias.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) não conseguiram firmar a queda ensaiada logo na abertura do pregão e são negociadas sem uma direção única, com a maioria apresentando alta. Enquanto o trecho mais curto é favorecido pela inflação (IPCA) comportada, o que reforça o cenário de juros básicos (Selic) baixos, a indefinição do dólar pressiona o trecho mais longo.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,645%, de 6,65% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 estava em 7,47%, de 7,46%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 8,49%, de 8,48%; e o DI para janeiro de 2025 estava em 8,98%, de 8,94%, na mesma comparação.

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