MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento dos negócios até o momento

10/01/2019 13:45:06

Por: Eduardo Puccioni / Agência CMA

São Paulo – Após passar a amanhã em queda influenciado por correção após seguidos dias de recordes, o Ibovespa passou a subir no início da tarde de hoje com investidores à espera do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, às 15h45 (horário de Brasília). O mercado ainda aguarda o impasse sobre a aprovação da lei de gastos dos Estados Unidos.

Por volta das 13h30, o Ibovespa registrava alta de 0,21% aos 93.816,82 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 5,0 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em fevereiro de 2019 apresentava avanço de 0,22% aos 94.335 pontos.

Para os analistas da corretora Coinvalores, os dados de inflação ao produtor e ao consumidor divulgados hoje pela China e que vieram abaixo do esperado, reforçam o “panorama de arrefecimento da atividade econômica local”. Além disso, destacam que os problemas do orçamento norte-americano também estão no radar e trazem cautela.

“Não ajuda, na abertura de hoje, a falta de acordo entre Trump e os democratas na questão do orçamento. O presidente americano deixou uma reunião com líderes do partido rival sem acordo e o shutdown parcial continua”, disseram em relatório.

Porém, o otimismo ainda existente no mercado doméstico com expectativas positivas sobre a reforma da Previdência pode limitar as quedas do Ibovespa. Investidores estão animados com a possibilidade de a reforma incluir o sistema de capitalização.

No mercado de câmbio, o dólar comercial apresenta forte volatilidade na sessão de hoje. Após abrir em alta, no meio da manhã virou e passou a cair. No início da tarde, a moeda norte-americana ficou estável, com ligeiro viés de queda.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava ligeira queda de 0,02%, sendo negociado a R$ 3,6880 para venda. No mercado futuro, o contrato de dólar com vencimento em fevereiro de 2019 subia 0,18% a R$ 3,692.

“Com o dólar próximo de R$ 3,70, atraiu vendas. Com o fluxo vendedor forte, a moeda acabou caindo para R$ 3,68. Agora, prevalece o movimento de compras. Entende-se que o câmbio encontrou equilíbrio nessa faixa de preço na sessão de hoje”, comenta o diretor de uma corretora nacional.

Ele reforça que desde a abertura dos negócios, o dólar ganha terreno com o exterior “mais negativo” reagindo à falta de avanços nas conversas entre Estados Unidos e China, sobre a questão comercial entre os países, além dos dados de inflação na China, em dezembro, abaixo da expectativa. “Há retração da demanda e aos poucos, vai se desenhando um cenário de

desaceleração da economia chinesa, que o mundo todo teme”, diz.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) apagaram o viés de alta ensaiado logo na abertura do pregão e passaram a testar um sinal negativo, acompanhando a mudança de sinal no dólar. Os investidores seguem atentos ao cenário externo e ao noticiário político no Brasil.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,625%, de 6,585% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 estava em 7,42%, de 7,36%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 8,45%, de 8,39%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,93%, de 8,89%, na mesma comparação.

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