MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento do mercado até o momento

São Paulo – Após acelerar ganhos e chegar a subir mais de 1% perto da abertura, o Ibovespa desacelerou com a notícia de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, não irá mais à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) hoje, conforme o previsto, porém, voltou a subir horas depois.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 1,44% aos 95.014,69 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 7,5 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em abril de 2019 apresentava avanço de 1,30% aos 95.245 pontos.

Mais cedo, o índice subia mais com expectativa de uma pacificação da cena política após declarações de Guedes ontem. O ministro tentou reduzir o efeito da troca de farpas e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que vinha exercendo papel central na articulação em torno da reforma. “Os ânimos acalmaram um pouco e o mercado se ajustou”, disse o gerente da mesa de operações da H.Commcor, Ari Santos.

O cenário externo, por sua vez, tem um tom mais positivo hoje, com bolsas norte-americanas abrindo em alta e buscando uma recuperação depois dos últimos dias, quando prevaleceram os temores de uma desaceleração da economia global.

O recuo de Paulo Guedes na CCJ para explicar as mudanças na reforma da Previdência também refletiu no comportamento do dólar comercial, que vinha caindo, virou e acelerou os ganhos rapidamente. Ao desistir, o ministro decidiu enviar apenas técnicos da pasta para explicar a reforma.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava avanço de 0,49%, sendo negociado a R$ 3,8760 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em abril de 2019 apresentava valorização de 0,61%, cotado a R$ 3,875.

O ministro da Economia teme que ocorra um esvaziamento da Comissão e que ele fique exposto e seja sabatinado apenas por integrantes da oposição. A ideia de Guedes era ir na Comissão dar explicações sobre a reforma da Previdência aos parlamentares.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) firmaram-se em alta, seguindo o movimento do dólar, após a confirmação de que Paulo Guedes, não iria comparecer à sessão da CCJ. O convite havia sido feito para esclarecimentos sobre a reforma da Previdência.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,45%, de 6,45% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 7,05%, de 7,02%; o DI para janeiro de 2023 estava em 8,22%, de 8,17% após ajustes; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,79%, de 8,76%, na mesma comparação.

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