MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento do mercado até o momento

São Paulo – Após operar próximo da estabilidade no início dos negócios, o Ibovespa acelerou ganhos com a declaração do presidente norte-americano, Donald Trump, de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deveria cortar juros. Investidores também estão atentos à fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente Jair Bolsonaro sobre a reforma da Previdência.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,71% aos 97.098,52 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 6,2 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em abril de 2019 apresentava avanço de 0,67% aos 97.255 pontos.

“Primeiro, o Bolsonaro falou algumas coisas sobre a desidratação da Previdência, que deixaram os mercados mais cautelosos, mas depois vieram as falas do Guedes e do Trump, que ajudaram o índice a subir mais”, disse um operador do mercado. O presidente Jair Bolsonaro teria reconhecido em café da manhã com alguns jornalistas que a reforma da Previdência será desidratada, além de comentar que o sistema de capitalização poderia ficar para depois.

Apesar das declarações mais negativas do presidente, já se espera uma diluição da reforma, além disso, o ministro da Economia voltou a defender o projeto e reiterou que a reforma precisa ser “potente”. Em evento em Campos do Jordão (SP), Guedes também disse que o projeto tem o apoio dos presidentes da República, Jair Bolsonaro, da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Davi Alcolumbre (DEM-AP) e de governadores, como João Doria, de São Paulo.

Já no exterior, o que refletiu foram as afirmações de Trump, que disse que o Fed deveria encerrar com o aperto monetário e cortar a taxa de juros.  Uma taxa de juros mais baixa nos Estados Unidos pode refletir em mais investimentos em ativos de risco e de países emergentes, como o Brasil. As declarações do presidente norte-americano acabaram tendo mais impacto do que os números do mercado de trabalho no país, conhecido como payroll.

“O payroll veio em linha com o esperado pelo mercado. com destaque para criação de novos empregos, que veio melhor, mas ganho por hora veio um pouco menor”, disse o sócio da Criteria Investimentos, Vitor Miziara.

O dólar comercial reduziu um pouco da alta de hoje e encontrou equilíbrio próximo de R$ 3,85 e R$ 3,86, ignorando dado positivo sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos. Na máxima do dia, a moeda norte-americana chegou a subir 0,38%, a R$ 3,8740 para venda.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,18%, sendo negociado a R$ 3,8660 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2019 apresentava avanço de 0,29%, cotado a R$ 3,870.

“Faltou notícias novas. Esse negócio do Bolsonaro [Jair, presidente do Brasil] falar que a reforma da Previdência será desidratada já está precificado, isso é algo que todo mundo já está esperando. O dólar encontrou um patamar seguro e de estabilidade e só algo novo pode mudar esse patamar”, afirmou o gestor de investimentos Paulo Petrassi.

Petrassi lembrou ainda que os investidores aguardam o anúncio do acordo que põe fim a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China e pode ser anunciado ainda hoje. “A reunião com a China sobre comércio foi um grande sucesso”, disse Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na manhã de hoje.

A economia dos Estados Unidos criou 196 mil vagas de trabalho em março e a taxa de desemprego ficou estável em 3,8%, mesma taxa de fevereiro. O número de criação de vagas veio acima da projeção dos analistas, que esperavam 175 mil novos postos de trabalho. A taxa de desemprego veio em linha com a previsão.

Os dados foram divulgados pelo Departamento do Trabalho do país e as estimativas foram levantadas com analistas pela Agência CMA. O Departamento do Trabalho informou também que o número de vagas criadas em fevereiro foi revisado para cima, a 33 mil. Originalmente, havia sido divulgada a criação de 20 mil empregos no período. A criação de vagas de janeiro também foi revisada para cima, de 311 mil para 312 mil.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem com leves oscilações, digerindo declarações de autoridades políticas que agitaram os negócios na reta final da manhã. Enquanto o presidente Jair Bolsonaro reconheceu que a reforma da Previdência será desidrata, o que trouxe um viés positivo para a curva a termo e o dólar, a fala do presidente norte-americano, Donald Trump, de que o Federal Reserve deve cortar os juros aliviou a pressão.    

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,485%, de 6,50% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 7,05%, de 7,06% do ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 estava em 8,16%, de 8,18%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,69%, de 8,70%, na mesma comparação.

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