MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento do mercado até o momento

São Paulo – Impulsionado pelas ações de bancos e da Petrobras, o Ibovespa acelerou ganhos e corrige a queda de ontem após a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), ter terminado em confusão. Investidores também seguem aguardando novidades sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 1,56% aos 95.967,79 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 6,2 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em abril de 2019 apresentava valorização de 1,26% aos 96.200 pontos.

“Houve um mal-estar ontem na CCJC, principalmente porque se viu que o governo está sem apoio no Congresso. Mas o Guedes aguentou bem e o presidente está hoje reunido com líderes, o cenário não mudou”, disse o gerente da mesa de operações da H.Commcor, Ari Santos, que vê principalmente um movimento de correção e investidores vendo oportunidades de compra depois do susto inicial com a ida de Guedes à comissão.

Havia grande expectativa pela participação do ministro, que foi encerrada com discussões com deputados da oposição. A monopolização das perguntas por parlamentares da oposição também evidenciou possíveis dificuldades na construção da base do governo. “Nesse sentido, o foco se concentrará nas reuniões que o Presidente Jair Bolsonaro terá com as lideranças políticas a partir de hoje”, afirmaram, em relatório, os analistas da SulAmérica Investimentos.

Além do foco na Previdência, investidores esperam pelo encontro do presidente norte-americano, Donald Trump, com o vice-premiê chinês, Liu He Liu, na Casa Branca hoje. A expectativa é de que eles possam comentar sobre as negociações e cheguem a uma resolução para que o presidente dos Estados Unidos e o presidente da China, Xi Jinping, assinem um acordo em uma reunião ainda este mês. Também pode ocorrer alguma cautela à espera dos dados do mercado de trabalho norte-americano que serão divulgados amanhã, o chamado Payroll.

O dólar comercial segue operando com ligeira queda sem grandes novidades no cenário econômico ou político após a participação ontem do ministro da Economia na CCJC da Câmara dos Deputados para explicar as propostas da reforma da Previdência.

“Mercado segue monitorando a Previdência. CCJC foi dentro do esperado e o Guedes foi lá para defender os pontos dele da reforma. Todo mundo sabe que uma reforma é necessária e ela precisa ser aprovada”, afirmou Flavio Serrano, economista-sênior do Haitong do Brasil.

Serrano avaliou ainda que os indicadores econômicos hoje não estão fazendo tanto preço. “Hoje tivemos ata do BCE [Banco Central Europeu] e dados de seguro-desemprego nos Estados Unidos, mas o dado mais importante mesmo será amanhã o payroll [dados do mercado de trabalho norte-americano]. Com isso, o dólar deve seguir apresentando pequenas oscilações”, explicou Serrano.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,25%, sendo negociado a R$ 3,8690 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana seguia no mesmo movimento de baixa e apresentava retração de 0,03% cotado a R$ 3,874.

A audiência de ontem do ministro da Economia com a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados foi encerrada após uma troca de ofensas entre ele o deputado Zeca Dirceu (PT-PR).

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem com oscilação estreita, mas exibem taxas mistas, ainda refletindo a cautela com o cenário político, após a tensão durante a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, em sessão na Câmara ontem. O receio dos investidores é quanto a falta de articulação política do governo e o impacto na reforma da Previdência.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,50%, de 6,515% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 7,08%, de 7,06%; o DI para janeiro de 2023 estava em 8,20%, de 8,21% após ajustes na véspera; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,73%, de 8,76%, na mesma comparação.

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