MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento do mercado até o momento

São Paulo – O Ibovespa segue em alta desde a abertura sustentado por avanços nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos e por um menor receio de desaceleração da economia mundial. Com isso, os preços de commodities como o minério de ferro seguem em alta e beneficiam as ações da Vale e de siderúrgicas. No entanto, a variação do índice ainda é modesta com alguma cautela em função da ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,81% aos 96.164,34 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 6,8 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em abril de 2019 apresentava avanço de 0,73% aos 96.370 pontos.

“O mercado lá fora está melhor e a Vale e siderúrgicas estão com fortes altas, mas todo mundo está esperando o Guedes falar hoje. Se ele vai repetir que pode sair se a Previdência não for aprovada ou se vai vir com um discurso mais suave, mais ameno, depois que ficou um clima ruim na sua ida ao Congresso na semana passada”, disse o economista da Órama Investimentos, Alexandre Espírito Santo.

No exterior, os principais mercados acionários operam em alta, embora as bolsas norte-americanas tenham variações modestas e o índice Dow Jones ameace virar após dados mais fracos do setor de serviços nos Estados Unidos.  Apesar dos indicadores abaixo do esperado no país, autoridades norte-americanas teriam dito que o acordo comercial com a China já está 90% pronto, o que animou investidores com a possibilidade de avanços mais concretos nas negociações. Além disso, dados do setor de serviços da China vieram mais fortes.

Embora a cena externa mais amena reflita no índice, o movimento do Ibovespa tem ficado atrelado principalmente ao noticiário sobre a reforma da Previdência, com grande expectativa pela participação de Guedes na CCJC, prevista para às 14h. Para o economista da Órama, caso o tom das declarações seja considerado positivo e mostrem uma melhora na estratégia de articulação do governo, o Ibovespa pode passar a subir mais.

O dólar comercial segue em queda desde a abertura com dados positivos sobre a economia chinesa, demonstrando sinais de que não está em desaquecimento e com a expectativa da participação d Guedes na CCJC hoje para explicar a reforma da Previdência.

Por volta das 11h30, o dólar comercial registrava queda de 0,18%, sendo negociado a R$ 3,8510 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento para maio de 2019 apresentava retração de R$ 0,09%, cotado a R$ 3,857.

Ontem, o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, alertava para a expectativa por dados melhores da economia da China e que isso poderia trazer um viés de queda para o dólar. Além disso, Rosa afirmou que “o desempenho de Guedes na CCJC dará o ritmo da moeda”.

Mais cedo, o analista de câmbio da Correparti Corretora, Jefferson Luiz Rugik, afirmou que rumores de que a guerra comercial entre China e Estados Unidos está próxima de ser resolvida. “Hoje os mercados financeiros ao redor do globo operam exibindo um viés positivo, impulsionados por relatos de que EUA e China estão muito próximos de concluir um acordo comercial”, disse, em comentário matinal, o analista de câmbio.

Para ele, o mercado doméstico de câmbio abriu acompanhando o movimento externo das moedas pares do real. “Para o restante da sessão, atenção especial para depoimento do ministro Paulo Guedes”, diz, referindo-se à participação do ministro na CCJC da Câmara dos Deputados, a partir das 14h.

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade do setor de serviços da China subiu para 54,4 pontos em março, de 51,1 pontos em fevereiro, para seu maior nível desde janeiro de 2018, de acordo com dados do instituto de pesquisas IHS Markit e do grupo de mídia Caixin.

Leituras acima de 50 pontos sugerem expansão da atividade, enquanto valores menores apontam contração. O PMI composto, que agrega dados sobre a atividade dos setores industrial e de serviços, subiu para 52,9 pontos em março, de 50,7 pontos em fevereiro.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) mantêm oscilações estreitas, em meio à expectativa dos investidores pela participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, durante sessão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara, à tarde. Um leve viés positivo tenta prevalecer na curva a termo. 

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa 6,495%, de 6,485% de ontem; o DI para janeiro de 2021 estava em 7,03%, de 7,02% após ajustes na véspera; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 8,15%,de 8,12% do ajuste anterior; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,70%, de 8,66%, na mesma comparação.

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