MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento do mercado até o momento

São Paulo – O Ibovespa enfraqueceu depois da abertura e ensaia um movimento de queda com uma realização de lucros depois de três pregões seguidos de alta e com investidores monitorando a articulação do governo em torno da reforma da Previdência. No exterior, as bolsas norte-americanas também mostram variações modestas à espera de novidades sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 0,90% aos 95.187,82 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 6,0 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em abril de 2019 apresentava recuo de 0,75% aos 95.390 pontos.

“Com três pregões de alta e depois de ter batido os 96 mil pontos, isso acabou chamando alguns vendedores para uma realização de lucros de curto prazo”, disse o economista-chefe do banco digital Modalmais, Alvaro Bandeira. “Investidores estrangeiros também reduziram ímpeto nos últimos dias de março até por conta da confusão do Legislativo com o Executivo, isso ainda está muito recente e não sabemos se vai persistir”, completou.

Segundo o economista-chefe, rumores de possíveis dificuldades para a reforma da Previdência até na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), que é apenas a primeira etapa do projeto, também estão no radar e colaboram para a falta de ímpeto hoje. Dessa forma, há expectativa de que o governo se empenhe na articulação.

Hoje, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reúne-se com deputados para tratar da reforma, e ontem o relator da nova Previdência na CCJC reforçou que não fará a análise do mérito da proposta, na tentativa de rebater rumores de que o texto poderia ser diluído já na CCJC. O presidente Jair Bolsonaro também está voltando mais cedo de sua visita à Israel para focar na reforma, com previsão de conversar com parlamentares nesta tarde.

Além do acompanhamento da reforma, o cenário externo de ajustes depois do otimismo de ontem, colaboram para conter a alta do índice. Depois de dados mais fortes da economia chinesa trazerem otimismo, a expectativa é sobre as negociações comerciais entre China e Estados Unidos, já que autoridades dos dois países voltaram a conversar esta semana. Investidores também monitoram o prolongamento da decisão sobre como será a saída do Reino Unido (Brexit) da União Europeia.

O dólar comercial está invertendo aos poucos o movimento de queda frente ao real visto de manhã e vem passando a subir de leve no final da manhã de hoje, mas voltou a cair no início da tarde.

“No noticiário não tem nada indicando algo que possa mudar o rumo do dólar. É um movimento de valorização mundial. Após o receio de desaquecimento das economias, dados no final de semana da China e na segunda-feira dos Estados Unidos descartaram um pouco esse sentimento, trazendo um pouco de alívio aos mercados”, explicou Camila Abdelmalack, economistas da CM Capital Markets.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,30%, sendo negociado a R$ 3,8640 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2019 apresentava valorização de 0,28%, cotado a R$ 3,870.

“Ainda é preciso aguardar o resultado das reuniões do Guedes [Paulo, ministro da Economia] com as lideranças dos partidos sobre a reforma da Previdência. Ver se alguém se manifesta ao longo do dia para ver como o dólar irá se comportar diante das negociações”, acrescentou Abdelmalack.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem com oscilação estreita e sem uma direção definida, acompanhando o movimento lateral dos demais mercados domésticos. Os investidores aguardam a participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, na sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) na Câmara dos Deputados, amanhã.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,485%, de 6,495% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 7,03%, de 7,05%; o DI para janeiro de 2023 estava em 8,12%, de 8,13% após ajustes na sessão anterior; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,65%, de 8,65%, na mesma comparação.

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