MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento do mercado até o momento

São Paulo – Embora já tenha tido uma leve desaceleração com ações de bancos, o Ibovespa segue em alta desde a abertura sustentado por dados mais fortes do que o esperado do setor industrial chinês, o que ajuda a impulsionar preços do minério de ferro e as ações da Vale e de siderúrgicas. O cenário mais benigno para a reforma da Previdência, desde o final da semana passada, também colabora para a alta do índice.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 1,20% aos 96.561,98 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 6,4 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em abril de 2019 apresentava avanço de 1,43% aos 96.690 pontos.

“O mercado está mais otimista com a recuperação dos dados industriais da China. Isso ajuda as ações da Vale, assim como o preço do minério de ferro, que subiram 2,80% na bolsa de Dalian”, disse o analista da Eleven Financial Research, Enrico Cozzolino. O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade industrial da China subiu para 50,8 pontos em março, após marcar 49,9 pontos em fevereiro, retornando para o território de expansão.

Com isso, entre as maiores altas do Ibovespa estão as ações da CSN (CSNA3 4,30%), da Vale (VALE3 3,61%) e da Gerdau (GGBR4 6,04%). A forte alta dos preços do minério de ferro têm compensado outras notícias negativas para a Vale, como uma reportagem do “Uol” que afirmou que a mineradora fez uma venda falsa à Suíça para deixar de pagar pelo menos R$ 23 bilhões em impostos no Brasil. A companhia também informou que a Justiça bloqueou mais R$ 1 bilhão em recursos para reparar danos na região de Vargem Grande.

No front político, há manutenção de expectativas positivas sobre a reforma da Previdência, após a aparente trégua entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente Jair Bolsonaro. Essa semana o ministro da Economia, Paulo Guedes, deve ir à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), a primeira comissão a analisar a reforma da Previdência, com previsão é que ela possa ser votada na comissão no dia 17 de abril.

O dólar cai mais de 1% ante o real refletindo o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior após dados mais fortes do que o esperado do setor industrial chinês, o que se soma a expectativas por avanços nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos. Além do bom humor externo, investidores voltaram a ficar mais otimistas com o andando da reforma da Previdência, depois da trégua na troca de farpas entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 1,07%, cotado a R$ 3,8750 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2019 apresentava retração de 1,22%, a R$ 3,880.

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade industrial da China subiu para 50,8 pontos em março, após marcar 49,9 pontos em fevereiro, retornando para o território de expansão. “Diante de um enfraquecimento na qualidade dos indicadores econômicos naquele país nas últimas semanas, o governo chinês havia implementado algumas medidas de estímulo e aparentemente começaram a surtir efeito”, disseram os analistas Pedro Galdi e Fernando Bresciani, da Mirae Asset Corretora, em relatório, afirmando que os dados fizeram os mercados recuperarem o otimismo.

Além dos dados mais fortes, houve a confirmação da ida de uma comitiva chinesa para os Estados Unidos para retomar as negociações comerciais com a China, após o inverso ter ocorrido na semana passada. Rumores apontam que a China estaria melhorando ofertas aos Estados Unidos para chegar a um acordo.

O cenário doméstico também influencia na queda da moeda, com a manutenção de expectativas positivas sobre a reforma da Previdência. “A aparente trégua entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente Jair Bolsonaro, e a assumpção da articulação política por Paulo Guedes e Maia, anima os investidores”, disse o diretor da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva Filho, em relatório.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem em queda firme, influenciadas pelo recuo do dólar para abaixo de R$ 3,90, após dados animadores sobre a atividade na China. Os números fracos vindos dos Estados Unidos ajudam no movimento, em meio à percepção de que o Federal Reserve não deve agir tão cedo. Ainda assim, os investidores seguem atentos ao noticiário sobre a reforma da Previdência.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,505%, de 6,52% após ajustes na sexta-feira; o DI para janeiro de 2021 estava em 7,09%, de 7,14%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 8,17%, de 8,24% no ajuste anterior; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,70%, de 8,75%, na mesma comparação.