MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento do mercado até o momento

São Paulo – O Ibovespa sobe mais de 1% nesta manhã refletindo a trégua na relação entre o Palácio do Planalto e o Congresso e o cenário internacional mais otimista em meio a expectativas de um acordo comercial entre Estados Unidos e China. O índice ainda é impulsionado por uma forte valorização das ações da Vale e de siderúrgicas, que refletem a elevação dos preços do minério de ferro diante de cortes de produção.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 1,06%, aos 95.392,34 pontos, enquanto o índice futuro, com vencimento em abril, subia 0,96%, aos 95.610 pontos. O volume negociado até o momento era de R$ 7,0 bilhões.

Depois de uma semana de turbulência na cena política, uma série de declarações tranquilizaram os ânimos e trouxeram a expectativa de que a reforma da Previdência voltará a andar. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, se encontraram e o presidente Jair Bolsonaro deu declarações que mostram que aparentemente as trocas de farpas dos últimos dias foram deixadas de lado. Com isso, também foi escolhido ontem o relator da reforma da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), o deputado Marcelo Freitas (PSL-MG).

O estrategista-chefe da Levante Investimentos, Rafael Bevilacqua, lembra que hoje também é o último pregão do mês e do trimestre e que “ninguém quer fechar o mês no negativo”, embora acredite que ainda é possível que ruídos políticos voltem a trazer volatilidade. “Apesar do clima mais amistoso visto ontem no campo político (sem novas discussões), a volatilidade mais do que nunca, fará parte de nosso dia a dia”, alertou em relatório.

No exterior, o dia é de alta nos principais mercados acionário no exterior já que a continuidade das conversas entre Estados Unidos e China, que deve seguir na próxima semana, trouxe uma sinalização positiva aos investidores sobre a possibilidade de um acordo comercial. Investidores também acompanham a questão da saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit.

O otimismo com a possível retomada das discussões sobre a reforma da Previdência e um ambiente externo mais favorável, com um possível acordo na guerra comercial entre Estados Unidos e China, tem feito o dólar seguir em queda na sessão de hoje. Além disso, o Banco Central (BC) ofertou US$ 3,0 bilhões no dia em leilão de linha.

“Todos os fatores são positivos para o otimismo dos investidores. Até o momento não temos visto nada que possa estressar o mercado. Com isso, devemos seguir observando esse comportamento do dólar sobre outras moedas. Hoje é dia de formação da Ptax, então podemos ver alguma volatilidade nesse período da manhã, mas nada que tire o viés de queda”, disse um operador de câmbio.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,56%, sendo negociado a R$ 3,8940 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em abril de 2019 apresentava recuo de 0,12%, cotado a R$ 3,896.

Ontem o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, almoçaram juntos e selaram um “acordo” de paz. Além disso, Guedes aceitou ir na próxima quarta-feira à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) para explicar as mudanças na Previdência. Para finalizar o dia de ontem, já no final da tarde foi anunciado o deputado e delegado Marcelo Freitas (PSL) como relator da reforma na Câmara.

para o diretor da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva, as declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), após almoço com o ministro da Economia, Paulo Guedes, acalmaram ânimos e foram suficientes para subtrair o excesso do pessimismo que permeou os mercados nos últimos dias.

“Investidores desmontaram parte das posições defensivas assumidas com o acirramento do conflito brasiliano, em movimento migratório em direção a B3, comprando ações. O ambiente político local menos hostil poderá promover a recuperação do real ante o dólar no longo da sessão de hoje”, disse em relatório.

Além disso, o dia também é positivo no exterior hoje, já que a continuidade de conversas entre autoridades norte-americanas e chinesas têm elevado expectativas por um acordo comercial.

“O leilão em dia de encerramento da guerra pela formação da ptax entre os bancos, pode deixar as cotações com maior volatilidade na parte da manhã, mas é importante ressaltar que apaziguados os atritos políticos, o alívio é notório em uma semana que se mostrou complicada no ambiente de negócios”, disse o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello, em relatório.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem em queda, acompanhando o recuo do dólar. Os investidores dão continuidade aos ajustes observados ontem, após a trégua entre governo e Congresso e diante das apostas de que a melhora no ambiente político irá favorecer o andamento da reforma da Previdência.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,485%, de 6,495% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 estava em 7,07%, de 7,11%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 8,14%, de 8,22% após ajustes da véspera; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,67%, de 8,74%, na mesma comparação.

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com