MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento do mercado até o momento

Por Eduardo Puccioni, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – O Ibovespa operou em alta no período da manhã sustentado pelas ações da Petrobras e pelo bom humor no mercado externo, com os mercados norte-americanos operando em alta. Mas no início da tarde as ações dos bancos passaram a pesar negativamente, deixando o principal índice da B3 estável.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava ligeira queda de 0,03% aos 96.199,28 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 5,9 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2019 apresentava pequeno avanço de 0,01% aos 96.885 pontos.

“Temos um dia sem notícias negativas e isso já o suficiente para a Bolsa subir. Colabora para esse bom humor o cenário externo, com os mercados norte-americanos em alta. Por aqui, as ações da Petrobras sobem após as notícias positivas divulgadas na sexta-feira”, afirmou um operador de mercado. Por volta das 13h30, o papel preferencial da Petrobras (PETR4) subia 0,80%.

Na última sexta-feira, a Petrobras divulgou novas diretrizes para a venda de ativos nos segmentos de Refino e Distribuição, com a previsão de vender a rede de postos de gasolina no Uruguai, PUDSA, e a realização de uma oferta secundária de ações para reduzir sua participação na BR Distribuidora, hoje em 71%.

O dólar comercial opera em alta ante o real, exibindo oscilações ao longo da manhã, influenciado pelo movimento dos mercados no exterior, que trabalham sem direção definida à espera de feriado, indicadores importantes ao longo da semana, além de decisões de política monetária de Bancos Centrais.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava avanço de 0,15% aos 9,9390 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2019 apresentava alta de 0,22% a R$ 3,939.

“Os mercados estão bem laterais hoje, e com a ausência de notícias fortes no mercado doméstico, o dólar segue o exterior”, comenta o analista da Toro Investimentos, Matheus Amaral.

Apesar da falta de notícias em torno da reforma da Previdência, que deverá voltar a ser discutida na próxima semana, em razão do feriado nesta quarta-feira, o analista reforça que investidores veem com “muito otimismo” a sinalização dada pelo presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, após encontro entre os dois no fim de semana para tratar sobre a reforma.

“Após críticas de Maia sobre a falta de articulação política de Bolsonaro com os parlamentares, isso mostra que agora eles terão um bom relacionamento para seguir com a tramitação da reforma. Traz um pouco de alívio ao mercado”, diz.

Já o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, destaca a influência do cenário externo em semana de agenda cheia, principalmente, nos Estados Unidos. “Em uma semana truncada por feriado, investidores se mostram cautelosos diante de uma agenda econômica cheia, abarcando reunião do Fed [Federal Reserve, o banco central norte-americano] e indicadores, como o payroll [relatório de empregos dos Estados Unidos], que poderão aferir o vigor da economia mundial”, avalia.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem com oscilações estreitas, mas mantêm um leve viés positivo, em meio à cautela com o feriado pelo Dia do Trabalhador na quarta-feira, que deve atrapalhar o andamento da reforma da Previdência na Câmara nesta semana.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,505%, de 6,486% no ajuste anterior, na sexta-feira passada; o DI para janeiro de 2021 estava em 7,14%, de 7,11%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 8,26%, de 8,24% após ajustes; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,77%, de 8,77%, na mesma comparação.

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