MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento do mercado até o momento

São Paulo – O Ibovespa já abriu em forte queda nesta quarta-feira refletindo a derrota do governo na Câmara dos Deputados ontem à noite, que aprovou um projeto, conhecido como orçamento impositivo, que tira poderes do Executivo sobre o orçamento, o que evidencia o descontentamento dos parlamentares com o Planalto e com a articulação política em torno da reforma da Previdência.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o ibovespa registrava queda de 2,52% aos 92.899,95 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 8,9 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em abril de 2019 apresentava retração de 2,05% aos 93.195 pontos.

“Apesar do governo não admitir, essa é mais uma derrota no Congresso. Em tempos de austeridade fiscal – e com Paulo Guedes desejando desvincular todo o Orçamento – aumentar os gastos obrigatórios é extremamente nocivo para a situação econômica do governo. O Congresso manda recado ao presidente aumentando seu poder”, disse o analista da Levante Investimentos, Felipe Berenguer, em relatório.

A Câmara aprovou ontem em dois turnos de votação, por mais de 400 votos em cada turno, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC 2/2015) que estava parada desde 2015 e que aumenta a proporção de gastos obrigatórios do governo, o que na prática impõe mais restrições à parcela dos gastos que podem ser gerenciados pelo Palácio do Planalto.  A votação aconteceu no mesmo dia em que Guedes, cancelou de última hora sua participação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), a primeira a analisar a reforma da Previdência.

No exterior, por sua vez, o cenário é indefinido, com preocupação com a desaceleração da economia global e espera por novidades nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos, que estão sendo retomadas hoje. Investidores também analisam indicadores norte-americanos, como o déficit em conta corrente, que veio maior do que o previsto e faz as bolsas do país operarem praticamente estáveis no momento.

O dólar comercial caminha para um dia de forte alta, acima dos R$ 3,95, influenciado pela expressiva derrota do governo ontem na Câmara dos Deputados que aprovou um projeto, conhecido como orçamento impositivo, que tira poderes do Executivo sobre o orçamento, o que evidencia o descontentamento dos parlamentares com o Planalto e com a articulação política em torno da reforma da Previdência.

“O governo enfraquecido na Câmara e na política, com uma base enfraquecida traz essa piora no sentimento interno. Lá fora, o clima internacional é ruim, com risco de recessão em economias importantes”, alertou Silvio Campos, economista da Tendências Consultoria.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o dólar comercial registrava alta de 2,17%, sendo negociado a R$ 3,9510 para venda. no mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em abril de 2019 apresentava avanço de 1,85%, sendo cotado a R$ 3,949.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem em alta acelerada desde a abertura, acompanhando o nervosismo nos negócios com dólar e ações, após o governo sofrer uma dura derrota a Câmara ontem. A aprovação-relâmpago da proposta (PEC) que engessa o Orçamento é lida pelo mercado como um recado do Congresso ao Palácio do Planalto.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,555%, de 6,465% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 estava em 7,26%, de 7,09%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 8,46%, de 8,24% após ajustes da véspera; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 9,01%, de 8,83%, na mesma comparação.

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com