MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento do mercado até o momento

Por Eduardo Puccioni e FLavya Pereira

São Paulo – O Ibovespa opera em queda desde a abertura da sessão com os investidores na expectativa pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, marcada para acontecer amanhã. A espera é pela votação da reforma da Previdência, mesmo que não seja o texto integral da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

“Nós sabemos que não será aprovada 100% da proposta. Isso o mercado já sabe, pois a oposição não vai engolir como está. Mas sabemos que terá uma negociação e que será aprovada e é isso que importa. Importante também é ficar de olho no valor da economia com a aprovação da reforma. Essa é a expectativa que o mercado vai ficar até amanhã”, afirmou José Costa, economista-chefe da Codepe Corretora.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 0,30% aos 94.291,50 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 5,1 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em junho de 2019 apresentava ligeira queda de 0,01% aos 95.060 pontos.

De acordo com notícia do Blog do Valdo Cruz, do portal “G1”, o governo aceitou alterar quatro pontos da reforma da Previdência para aprovar a PEC na CCJC. As negociações ocorrem com os partidos do Centrão. A intenção do governo com a demonstração de boa-vontade é que o texto possa ser aprovaçãona sessão de amanhã da CCJC. Segundo os assessores do ministro da Economia, Paulo Guedes, as alterações não afetam a potência fiscal da reforma.

A maior queda do Ibovespa hoje vem das ações ordinárias da Vale (VALE3), que recuam 3,30%, acompanhando notícias de que o governo pretende “reprivatizar” a companhia. Hoje, 20% da Vale pertence à Litel Participações, que tem entre os seus acionistas fundos de pensão ligados às estatais, como a Previ, a Petros, a Funcef e a Funcesp, segundo outra reportagem do portal “G1”.

Fora essa participação, o BNDESPar, braço de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no mercado de ações, detém mais de 6% da companhia.

O dólar comercial mantém queda frente ao real, no mercado à vista, renovando mínimas com investidores locais atentos e confiantes de que o parecer de admissibilidade da proposta da reforma da Previdência será votado entre amanhã e quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) na Câmara dos Deputados.

Para o analista da Toro Investimentos, Lucas Carvalho, o mercado está precificando a “esperança” de que a pauta irá avançar na CCJC, quando a proposta era para ter sido votada na semana passada e o relator da reforma, Marcelo Freitas (PSL-MG), pediu prazo para revisão do texto até amanhã. “Há também um viés de correção depois de a moeda ter voltado para o nível acima de R$ 3,90. Está devolvendo um pouco, mas a gente percebe um viés alternando para a estabilidade”, avalia.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,10%, sendo negociado a R$ 3,9280 para venda. No mercado futuro, o contrato futuro da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2019 apresentava avanço de 0,21%, cotado a R$ 3,929.

O diretor de uma corretora estrangeira acredita que a fala do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, durante evento em Lisboa (Portugal) de que o texto “vai passar bem” amanhã na Comissão corroborou para a moeda estrangeira renovar mínimas.

Carvalho reforça, porém, que o dólar deverá seguir em “nível de estresse” enquanto a Previdência, principalmente, gerar incertezas. “O mercado não gosta de incertezas e esse fator que eleva a cotação da moeda. Porém, a projeção do Relatório Focus de dólar a R$ 3,75 no fim do ano traz um pouco de alívio porque há espaço para novas quedas. Mas depende da Previdência”, diz.

As taxas dos contratos futuros de juros seguem em queda na sessão de hoje influenciadas pela queda do dólar na manhã de hoje, apesar da moeda ter perdido um pouco da força e estar operando bem perto da estabilidade, com ligeiro viés de queda. Influencia também o Boletim Focus divulgado na manhã de hoje, que corte a previsão de inflação para 2019.

Por volta das 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,445%, de 6,455% no ajuste de quinta-feira; o DI para janeiro de 2021 tinha taxa em 7,00%, de 7,04% após o ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 tinha taxa de 8,18%, de 8,23%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,74%, de 8,77%, na mesma comparação.

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