MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento do mercado até o momento

Por Eduardo Puccioni, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – O Ibovespa chegou a cair mais de 2% após o relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, Marcelo Freitas (PSL-MG), pedir para revisar até a próxima terça-feira (23) o parecer sobre a proposta. Na mínima do dia, o Ibovespa recuou 2,11% aos 92.337,54 pontos.

Segundo analistas de mercado, grande parte dos investidores ainda acreditavam que a votação da reforma da Previdência poderia ocorrer entre hoje ou amanhã, com isso, o pedido do relator acabou pesando sobre o índice. pedido foi acolhido pelo presidente da CCJC, Felipe Francischini (PSL-PR), que encerrou a sessão atual e convocou outra para o dia 23.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 1,71% aos 92.718,94 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 12,0 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento para abril de 2019 apresentava retração de 1,78% aos 92.785 pontos.

Francischini argumentando que a expectativa era de que a comissão especial – próximo órgão a analisar a proposta de reforma da Previdência – só deve começar a funcionar em maio e que o prazo maior para o relator da medida não atrasaria a tramitação. A revisão ocorrerá a pedido de líderes partidários da Câmara – em particular daqueles do chamado “centrão”, que representam 278 dos 513 deputados.

Após abrir em queda, o dólar mudou o sinal e opera em alta frente ao real, renovando máximas acima de R$ 3,94, reagindo à tramitação do texto da reforma da Previdência na CCJC na Câmara dos Deputados o qual partidos da oposição e do “Centrão” adiaram a votação.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,76% sendo negociado a R$ 3,9340 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2019 apresentava avanço de 0,79% cotado a R$ 3,938.

“O sentimento é de que a obstrução da oposição e dos partidos do ‘Centrão’ devem jogar a votação para semana que vem e o mercado vai para o feriado [na sexta-feira] comprado. Até que tem vendedor, mas a pressão compradora é maior com essas incertezas”, comenta o diretor da Correparti, Ricardo Gomes.

Já a economista da Capital Markets, Camila Abdelmalack, destaca que a notícia divulgada pela revista Veja de que o líder do governo na Câmara, Major Victor Hugo, estaria fazendo “um alinhamento com o PT para atrasar a votação” contribuiu para o estresse do mercado e refletiu na cotação acima de R$ 3,93.

Após abrir a sessão com leves oscilações, as taxas dos contratos futuros de juros (DIs) firmaram-se em alta, acompanhando o avanço do dólar para além da faixa de R$ 3,390. Os investidores mostraram maior nervosismo, em meio ao clima tenso na sessão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), que tenta votar o parecer da reforma da Previdência ainda hoje.    

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,475%, de 6,465% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 7,12%, de 7,10%; o DI para janeiro de 2023 estava em 8,31%, de 8,25%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,84%, de 8,76%, na mesma comparação.

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