MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento do mercado até o momento

Por Eduardo Puccioni, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – O Ibovespa segue em alta na sessão de hoje. Após abrir de lado, o índice engatou uma alta influenciada pelas ações da Petrobras que ainda se recuperam da queda da semana passada. No momento, o governo faz pronunciamento sobre demandas dos caminhoneiros.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 1,48% aos 94.462,32 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 8,0 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em abril de 2019 apresentava avanço de 1,59% aos 94.505 pontos.

“Hoje o mercado abriu fraco, mas as ações da Petrobras estão influenciando na alta. Ainda não vimos tudo que saiu do governo, mas o Maia [Rodrigo, presidente da Câmara dos Deputados] estava falando sobre cessão onerosa”, afirmou Ari Santos, gerente da mesa de operações da H. Commcor.

No mesmo horário, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) subiam 2,93%, sendo negociadas a R$ 26,69, enquanto a ação ordinária da companhia (PETR3) avançava 3,19% a R$ 30,04. “Além de Petrobras, as ações dos bancos também estão ajudando na alta do Ibovespa hoje”, afirmou Santos.

O dólar comercial tem alta firme frente ao real influenciado pelo mercado externo, onde a moeda estrangeira opera forte frente às moedas pares e de países emergentes, e com as incertezas no cenário doméstico em torno da tramitação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), da Câmara dos Deputados.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,80%, sendo negociado a R$ 3,8990 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2019 apresentava avanço de 0,65%, cotado a R$ 3,901.

“Lá fora, há um pouco de otimismo com os balanços corporativos que estão saindo, além dos dados da produção industrial [em março] que saíram há pouco”, diz o analista da Toro Investimentos, Matheus Amaral.

A produção industrial dos Estados Unidos registrou queda de 0,1%, ante previsão de alta de 0,2%. “O dólar até deu uma recuada porque tira a pressão em cima do Fed [Federal Reserve, o banco central norte-americano] para subir a taxa de juros”, comenta o diretor de uma corretora estrangeira.

O mercado local também pesa nos negócios, com a tramitação da proposta da reforma da Previdência na CCJC. “Parece que vão tentar postergar a votação o máximo possível. A gente vê esse clima da Câmara, o que é um fator bastante negativo para o mercado”, reforça Amaral.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem em alta, acompanhando a valorização do dólar, mas a moeda norte-americana afastou-se um pouco da faixa de R$ 3,90, o que aliviou a pressão sobre a curva a termo. Ainda assim, os investidores seguem monitorando o noticiário político envolvendo a Petrobras e a reforma da Previdência.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,47%, de 6,465% do ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 7,10%, de 7,09% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2023 estava em 8,26%, de 8,22%; o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,79%, de 8,73%, na mesma comparação.

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