MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento do mercado até o momento

Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – O Ibovespa sobe mostrando uma correção, puxada principalmente pelas ações da Petrobras, depois da forte queda da última sexta-feira, quando as ações da estatal despencaram mais de 7% refletindo a decisão do presidente Jair Bolsonaro de suspender a alta dos preços do diesel. O vencimento de opções sobre ações também influencia o índice e tem trazido volatilidade, em um dia sem novidades no cenário externo.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,61% aos 93.444,64 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 12,9 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em abril de 2019 apresentava avanço de 0,42% aos 93.475 pontos.

“Essa alta de agora é um pouco de recuperação da sexta-feira, quando caiu muito, e em função do vencimento de opções. Também tem gente acreditando que Guedes pode mudar a cabeça de Bolsonaro sobre os aumentos do diesel e termos menos interferência, há alguma expectativa de algum comentário depois da reunião deles”, disse o sócio da Criteria Investimentos, Vitor Miziara, que destaca, porém, que só depois do término do vencimento, no início da tarde, será possível ver se o movimento de recuperação do Ibovespa irá continuar.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, vai se reunir com Jair Bolsonaro hoje às 16h (de Brasília), no primeiro encontro entre ambos desde que o presidente barrou um aumento nos preços do diesel anunciado pela Petrobras. Guedes estava nos Estados Unidos na semana passada e, no fim de semana, disse não ter conversado com Bolsonaro sobre a pressão feita pelo presidente para a Petrobras desfazer uma elevação de 5,7% no preço do diesel.

Investidores ainda aguardam novidades sobre a reforma da Previdência, com dúvidas se a admissibilidade do projeto poderá ser votada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) ainda nesta semana, que é mais curta em função do feriado na sexta-feira santa.

O dólar mantém queda frente ao real seguindo o movimento no exterior onde os rumores de que os Estados Unidos estejam “amenizando” as exigências sobre a China nas tratativas de acordo comercial, além dos sinais de estabilização da economia chinesa, elevam o bom humor dos investidores.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,46%, sendo negociado a R$ 3,8720 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2019 apresentava recuo de 0,25%, cotado a R$ 3,875.

“Apesar de ter recuperado um pouco agora, em relação ao movimento exibido na abertura, a queda segue o exterior com o bom humor que vem de lá. Há uma ausência de notícias ruins e os rumores de que China e Estados Unidos estão próximos de um acordo. E aqui, também há viés de correção após as perdas na sexta-feira”, diz o analista de uma corretora nacional.

O mercado local segue no radar dos investidores. À tarde, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, se encontrarão. A expectativa é que a pauta seja, além da Previdência, a política de preços da Petrobras. Na sexta-feira, Bolsonaro suspendeu o aumento de 5,7% no preço do diesel anunciado pela Petrobras na véspera. Questionado sobre a medida do presidente, Guedes declarou que uma conversa com Bolsonaro “consertaria tudo”.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem com leves oscilações, mas passaram a embutir um ligeiro sinal negativo, acompanhando o recuo do dólar. Ainda assim, a moeda norte-americana segue perto da marca de R$ 3,90, o que limita a devolução de prêmios na curva a termo. Os investidores estão atentos à reforma da Previdência e aos dados fracos de atividade no Brasil.  

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,465%, de 6,470% após ajuste de sexta-feira; o DI para janeiro de 2021 estava em 7,10%, de 7,14%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 8,27%, repetindo o ajuste anterior; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,78%, de 8,81%, na mesma comparação.