MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento do mercado até o momento

Por Eduardo Puccioni, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – A forte queda nas ações da Petrobras estão impactando diretamente no desempenho do Ibovespa, principal índice da B3, que passou a cair mais de 1% no início da tarde de hoje, chegando a cair 1,90% nas mínima do dia.

“Bolsonaro [Jair, presidente do Brasil] deu declarações péssimas sobre tratar os caminhoneiros com carinho, dando a entender que a Petrobras não irá mais reajustar o preço do diesel e isso tem puxado as ações da Petrobras ainda mais para baixo”, explicou José Costa, economista-chefe da Codepe Corretora, dizendo ainda que o presidente precisa ser melhor assessorado.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 1,59% aos 93.238,82 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 10,4 bilhões. Já a ação preferencial da Petrobras (PETR4) recuava 6,71%, enquanto a ação ordinária (PETR3) tinha retração de 7,44%.

O dólar comercial mantém alta frente ao real, mas reduziu os ganhos tendendo a seguir o mercado externo onde o ambiente é mais positivo e a moeda estrangeira perde terreno para seus pares e para as principais divisas de países emergentes. Aqui, o “efeito Rodrigo Maia” prevalece deixando o mercado apreensivo com a possibilidade de denúncias envolvendo o presidente da Câmara dos Deputados respingue no cronograma da reforma da Previdência.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,38%, sendo negociado a R$ 3,8720 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2019 apresentava avanço de 0,34%, cotado a R$ 3,875.

“O receio do mercado é de que a notícia envolvendo um dos principais nomes na articulação da reforma Previdência em caso de recebimento de propina possa prejudicar a tramitação da matéria”, comenta o economista da Toro Investimentos, Rafael Winalda.

Ele destaca que o mercado esperava um cenário mais positivo da moeda local seguindo o exterior, que reage aos dados positivos da balança comercial da China em março, na comparação com fevereiro, e com balanços de empresas nos Estados Unidos que leva o mercado acionário a operar em alta.

As moedas emergentes sobem ainda na esteira da alta petróleo, em que os preços dos contratos futuros do WTI sobem ao redor de 1%, acima dos US$ 64 o barril. “O pânico visto no início do pregão está sendo diluído por influência do exterior”, diz.

Já o diretor da Correparti, Ricardo Gomes, acrescenta que o nível da abertura dos negócios, entre R$ 3,87 e R$ 3,88 “chamou vendedores”, o que levou a moeda a subir com “menos força”. Porém, Gomes reforça que, se a moeda cair para R$ 3,85, “entra compra” e volta novamente aos R$ 3,87.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) apagaram o sinal positivo que era exibido logo na abertura do pregão e passaram a ensaiar um ligeiro viés negativo. Porém, no início da tarde, voltaram a ensaiar uma ligeira alta. Ainda assim, a renovada tensão no cenário político em Brasília e a alta exibida pelo dólar em relação ao real pesam, deixando a curva a termo próxima à estabilidade.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,455%, de 6,480% no ajuste de ontem; o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 7,10%, de 7,13%; o DI para janeiro de 2023 estava em 8,24%, de 8,24%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,76%, de 8,73% do ajuste anterior.

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