MERCADO AGORA: Veja um sumário do comportamento do mercado até o momento

Por Danielle Fonseca, Flavya Pereira e Olívia Bulla

São Paulo – O Ibovespa acelerou perdas e passou a cair quase 1% com a intensificação da queda de ações de bancos e da Petrobras diante da ausência de notícias positivas e rumores de que a reforma da Previdência possa não ser votada na semana que vem como previsto, em função de manobras do chamado “centrão”.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava queda de 1,56% aos 94.447,71 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 6,7 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em abril de 2019 apresentava recuo de 1,41% aos 94.545 pontos.

“Falta vir alguma coisa diferente, não há notícias positivas e nada definido sobre a Previdência, então fica mais fácil os vendidos derrubarem o índice, já que os comprados ficam sem fazer nada, só aguardando”, disse o gerente da mesa de operações da H.Commcor, Ari Santos.

Ontem, a líder do governo no Congresso Nacional, Joice Hasselman (PSL-SP) havia dito que há o entendimento entre deputados membros da CCJC para votar o parecer do relator Marcelo Freitas (PSL-MG) na próxima terça-feira (16).No entanto, hoje surgiram rumores de que deputados do “centrão” podem se unir aos da oposição para que a votação ocorra apenas depois da semana santa.

No cenário externo, por sua vez, o dia é de bolsas norte-americanas “de lado”, com variações modestas também na ausência de novidades.

O dólar mantém alta frente ao real, mas reduziu os ganhos após a abertura dos negócios nos Estados Unidos, mas com a moeda estrangeira fortalecida no exterior frente às moedas pares e de países emergentes. No mercado local, notícias a respeito da Previdência sustentam o dólar ao redor do nível de R$ 3,84.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava alta de 0,73%, sendo negociado a R$ 3,8530 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em maio de 2019 apresentava avanço de R$ 0,67%, cotado a R$ 3,856.

Para o analista da Toro Investimentos, Thiago Tavares, as moedas de países emergentes cedem em viés de correção, após os ganhos frente ao dólar ao longo da semana, e “o investidor está fugindo para ativos seguros, como o dólar”, diz.

O operador de mesa de uma corretora nacional reforça que, no mercado local, as notícias em torno da reforma da Previdência e os partidos do Centro reforçam a pressão altista da moeda estrangeira. “Os partidos do Centrão pretendem obstruir a votação da reforma da Previdência na próxima semana na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça], quando o parecer favorável à admissibilidade da proposta poderá ser votado. O que dá suporte para um dólar acima de R$ 3,82”, diz.

Tavares acrescenta que o receio do mercado de a votação ser após o feriado de Sexta-Feira da Paixão, na próxima semana, ajudaram a deixar o mercado local “mais pessimista” quanto ao cronograma da Previdência.

As taxas dos contratos futuros de juros (DIs) seguem em alta, acompanhando o sinal positivo do dólar, mas as oscilações são estreitas, com os investidores em busca de novos gatilhos para os negócios, com isso, o radar segue na articulação política sobre a

reforma da Previdência e no ambiente de desaceleração econômica global.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,480%, de 6,465% no ajuste de ontem; o DI para 2021 estava em 7,10%, de 7,06%; o DI para janeiro de 2023 projetava taxa de 8,21%, de 8,16%; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,73%, de 8,67% após o ajuste anterior.

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