MERCADO AGORA: Sumário dos negócios até o momento

São Paulo – Em uma manhã volátil, o Ibovespa voltou a ensaiar uma melhora com expectativas de uma pacificação do cenário político e andamento da reforma da Previdência após término da reunião entre o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e demais membros do governo. Investidores também seguem de olho no cenário externo, com bolsas norte-americanas mostrando dificuldades de definir um rumo diante de receio de uma desaceleração da economia global.

Por volta das 13h30 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,27% aos 93.989,96 pontos. O volume financeiro do mercado era de aproximadamente R$ 6,4 bilhões. No mercado futuro, o contrato de Ibovespa com vencimento em abril de 2019 apresentava avanço de 0,75% aos 94.285 pontos.

Há rumores de que Bolsonaro ouviu de Guedes e de militares de que é preciso maior moderação e foco na reforma da Previdência, o que pode reduzir o tom negativo trazido pela troca de farpas entre o presidente e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, desde a semana passada. Maia vem sendo figura centra na articulação da reforma.

Para o analista da Necton, Glauco Legat, o mercado continuará sensível a qualquer declaração sobe o tema e ainda aposta na aprovação da reforma, embora esteja com dificuldades de precificar em quanto tempo e o quão desidratada será. “Vamos ver se será possível uma trégua entre Bolsonaro e Maia, mas o tom piorou muito, o timing e a profundidade da reforma estão em xeque”, disse.

O dólar comercial passou a cair mais forte neste momento com rumores sobre o fim da reunião entre o ministro da economia Paulo Guedes e o presidente Jair Bolsonaro. As notícias dão conta de que Guedes pediu para Bolsonaro acalmar a “briga” com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para assim dar andamento na reforma da Previdência.

Por volta das 13h30, o dólar comercial registrava queda de 0,87%, sendo negociado a R$ 3,8690 para venda. No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana com vencimento em abril de 2019 apresentou recuo de 1,01% cotado a R$ 3,868.

“O mercado está especulando sobre a reunião do Bolsonaro com o Gudes.

Estão dizendo que o Bolsonaro dará prioridade para a reforma da Previdência e não vai mais brigar com o Maia. Isso está trazendo um movimento de fortalecimento do real frente ao dólar que já víamos desde cedo”, explicou um operador de câmbio.

De acordo com a coluna de Tales Faria no portal “Uol”, Paulo Guedes teria dito que não teria mais como permanecer no governo se a reforma não andar, mas que Guedes está disposto a pacificar os ânimos entre Maia e o Planalto.

As taxas dos contratos futuros de juros passaram a cair acompanhando a desvalorização do dólar comercial. A moeda norte-americana é cotada abaixo de R$ 3,90, após superar esse patamar logo nos primeiros minutos de pregão. A cena política continua no radar dos investidores.

Às 13h30, o DI para janeiro de 2020 tinha taxa de 6,49%, de 6,480% após ajustes de sexta-feira e de 6,60% na máxima do dia; o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 7,10%, de 7,14% e 7,33%, na mesma ordem; o DI para janeiro de 2023 estava em 8,26%, de 8,29% no ajuste ao final da semana passada e de 8,53% no nível mais alto da sessão até então; e o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 8,83%, de 8,84% e 9,11%, na mesma comparação.