Maia promete defender reforma da Previdência

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

São Paulo – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pediu no sábado a manutenção do diálogo entre os poderes Executivo e Legislativo com a intenção de favorecer a aprovação da reforma da Previdência. As informações são da Agência Brasil.

“Nós precisamos manter o diálogo para mostrar para a sociedade que essa reforma vem numa linha objetiva de reestruturar o sistema previdenciário de, principalmente, cobrar mais dos que ganham mais, uma alíquota maior, e menos dos que ganham menos, uma alíquota menor”, disse Maia.

O presidente da Câmara disse que irá continuar a convencer parlamentares sobre a importância da aprovação do texto, mas não quis opinar sobre a maneira que o governo federal deverá participar do processo.

“Eu continuo defendendo, mostrando aos parlamentares a importância da matéria. E nós temos que olhar para frente, a aprovação da Previdência é decisiva para o futuro do Brasil”. As declarações de Maia foram feitas ao lado do governador paulista, João Doria, que defendeu de serenidade, equilíbrio e diálogo entre os Poderes.

“Entendemos que é importante que o Poder Executivo, que o governo do presidente Jair Bolsonaro compreenda a importância de uma relação harmônica com os poderes, a começar com o Poder Legislativo, mas também com o Poder Judiciário, e com os membros do Executivo, onde se destacam os governadores do Brasil”, disse Doria.

Ele defendeu a liderança de Rodrigo Maia no processo de aprovação da reforma da Previdência, e alertou que, caso a matéria não seja aprovada em 2019, o país poderá “padecer”.

“Se ela não for aprovada esse ano, o Brasil terá seríssimos problemas fiscais, inclusive os governos estaduais, os governos municipais e o federal. E o Brasil deixará de receber bilhões de reais de novos investimentos tanto de investidores nacionais, mas principalmente dos internacionais.

“Quem pagará a conta desse desastre? Será o povo brasileiro, porque nós não vamos gerar novos empregos, novas oportunidades, renda, e o Brasil vai padecer”, acrescentou.

O governador de São Paulo negou que esteja buscando ser uma liderança no processo de aprovação da reforma, mas que está colocando a força do estado paulista para apoiar. “Eu sempre disse que queria ajudar e quero ajudar. Eu não preciso liderar. A liderança cabe ao Congresso Nacional, aqueles que estão lá como nossos representantes na Câmera e no Senado. Agora, vamos colocar a força de São Paulo”.

Edição: Gustavo Nicoletta ([email protected])

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