Macri pede que não haja impunidade para Kirchner

Por Julieta Marino

Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina/ Foto: www.cfkargentina.com

Buenos Aires – O presidente da Argentina, Mauricio Macri, assegurou que sua gestão aspira a construir um país “sem impunidade”, em alusão à decisão da Corte Suprema de Justiça de adiar o início do primeiro julgamento oral contra a ex-presidente Cristina Kirchner.

“Queremos que não haja impunidade. O que queremos é trabalho e não impunidade. Queremos uma oportunidade de mostrar o que valemos, e não que aquele que não se esforça tenha sempre algum benefício e algum privilégio. Essa não é a Argentina que a maioria sonha. A maioria de vocês se levanta todos os dias para trabalhar em silêncio sem pedir para tirar vantagem de alguém”, disse Macri.

A Corte Suprema de Justiça pediu ao Tribunal Oral Federal (TOF) 2 o principal processo do caso em que a ex-presidente Kirchner é imputada pelo direcionamento da obra pública, e que poderia atrasar o julgamento que estava previsto para ter início no dia 21 de maio.

A resolução do Tribunal, publicada no Centro de Informação Judicial, explica que o corpo principal da causa foi solicitado “com caráter urgente”, para “determinar se existem erros de procedimento”, em função de um pedido formulado pela ex-presidente.

Tradução: Carolina Pulice