Lucro da Petrobras encolhe 42,1% no 1º tri, a R$ 4,031 bi

Por Leandro Tavares

São Paulo – O lucro líquido da Petrobras diminuiu 42,09% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 4,031 bilhões. Analistas consultados pela Agência CMA previam, em média, lucro líquido de R$ 4,672 bilhões.

A receita líquida da companhia aumentou 7,44% na mesma base de comparação, para R$ 79,999 bilhões, ficando acima da previsão do mercado, de R$ 50,034 bilhões.

O ebitda ajustado subiu 7,08% no primeiro trimestre, para R$ 27,487 bilhões, acima da estimativa de analistas, de R$ 20,456 bilhões. O ebitda ajustado leva em consideração o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, participações em investimentos, reduções no valor recuperável de ativos (impairment), o resultado com alienação e baixa de ativos e remensuração nas participações societárias.

A estatal disse que o lucro do período foi impactado pelas novas regras para a contabilização de arrendamentos mercantis (IFRS 16) em diversas linhas de resultado. Desconsiderando os efeitos dos itens especiais, o lucro seria de R$ 5,1 bilhões e o ebitda ajustado R$ 25,2 bilhões.

Além disso, o resultado reflete as variações do lucro bruto, operacional e resultado financeiro, parcialmente compensada pela menor alíquota efetiva do imposto de renda e contribuição social.

O lucro líquido da área de Abastecimento – a maior divisão da Petrobras em termos de receita – diminuiu 37,66% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 1,905 bilhão. Na divisão de exploração e produção (E&P), o lucro líquido diminuiu 12,12% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 10,138 bilhões.

Durante o primeiro trimestre, a Petrobras diminuiu os investimentos em 38,78% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 5,647 bilhões, e reduziu o fluxo de caixa livre em 6,86%, para R$ 12,102 bilhões.

O endividamento líquido da companhia somava R$ 372,232 bilhões ao fim do primeiro trimestre – 37,5% a mais que no encerramento de 2018, ou o equivalente a 3,19 vezes o ebitda ajustado da Petrobras nos últimos 12 meses.

PRODUÇÃO

A produção de óleo e gás natural da Petrobras caiu 8,21% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, a 2,46 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). Os custos exploratórios somaram R$ 654 milhões, alta de 47,96%.

Em relatório de resultado, a estatal afirma que a queda na produção se deve à concentração de paradas para manutenção e de atraso na entrada em operação de algumas plataformas. Por outro lado, a expectativa é de crescimento da produção no segundo trimestre do ano, à medida que os novos sistemas avancem no processo de ramp-up.

No primeiro trimestre, o volume total de vendas diminuiu 2,21% na mesma base de comparação, a 3,059 milhões de boed. As vendas no mercado interno somaram 2,212 milhões de boed, o que representa alta de 1,89% em relação ao primeiro trimestre de 2018, enquanto as vendas ao exterior diminuíram 11,49%, para 847 mil boed.

O preço médio do petróleo vendido no Brasil caiu 5,17% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, a US$ 59,05 por barril, o que representa um desconto de US$ 4,15 em relação ao preço médio do Brent no período. Um ano antes, o preço no Brasil era cotado com desconto de US$ 4,49 na mesma comparação..

O valor médio do petróleo tipo Brent no mercado internacional no primeiro trimestre diminuiu 5,33% na comparação anual, a US$ 63,2 por barril, ou R$ 238,41 por barril.

A taxa de câmbio usada nas vendas de petróleo pela Petrobras subiu 13,55%, a US$ 3,77.

JCP ANTECIPADO

O conselho de administração da Petrobras aprovou o pagamento antecipado de R$ 1,304 bilhão em juros sobre capital próprio (JCP), o equivalente a R$ 0,10 por ação ordinária e preferencial em circulação.

A data de corte para os detentores de ações será no dia 21 de maio e para os detentores de American Depositary Receipts (ADRs) será o dia 23 de maio. As ações da Petrobras serão negociadas ex-direitos a partir de 22 de maio.

O valor antecipado será descontado dos dividendos mínimos obrigatórios, inclusive para fins de pagamento dos dividendos mínimos prioritários das ações preferenciais.

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