Lucro da Braskem cai 76% no 2º tri, a R$ 129 milhões

Por Allan Ravagnani

Unidade da Braskem em Camaçari, na Bahia (Divulgação/Braskem)

São Paulo – A petroquímica Braskem reportou lucro líquido de R$ 129 milhões no segundo trimestre do ano, uma queda de 76% ante o mesmo período de 2018, representando R$ 0,16 por ação, A receita líquida de vendas do trimestre somou R$ 13,337 bilhões, queda de 3% ante igual período do ano passado.

O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em R$ 1,611 bilhão, retração de 49% na comparação anual.

A demanda de resinas no mercado brasileiro (PE, PP e PVC) foi de 1,3 milhão de toneladas, uma retração de 7% em relação ao trimestre anterior, que foi impactado pelo movimento de recomposição de estoques da cadeia de transformação. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a demanda de resinas foi 1% maior, período que foi impactado pelas restrições logísticas decorrentes da greve dos caminhoneiros.

A taxa de utilização das centrais petroquímicas foi de 89%, 1 p.p.superior ao 1T19, explicada pela maior disponibilidade de matéria prima para a central do Rio de Janeiro, que compensou a redução de carga de central da Bahia como consequência da paralisação das fábricas de cloro-soda e dicloretano de Alagoas. Ante ao 2T18, a taxa de utilização foi 1 p.p. inferior.

A empresa exportou 356 mil toneladas de resinas. Em relação ao mesmo período de 2018, as exportações de resinas foram 11% superiores, período que foi impactado pela menor disponibilidade de produto para exportação em função da greve dos caminhoneiros.

As exportações dos principais químicos totalizaram 146 mil toneladas, 25% inferior ao primeiro trimestre, devido principalmente à priorização do fornecimento no mercado brasileiro. Ante ao segundo trimestre, as exportações foram 62% superiores, positivamente impactadas também pela maior disponibilidade de eteno.

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