Lucro cai 96% no 1T18 com gasto maior com combustível e passivo de controladas

16/05/2018 10:24:33

Por: Wilian Miron / Agência CMA

Eletrobras

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, durante cerimônia de posse.(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

São Paulo – A Eletrobras obteve lucro líquido de R$ 56milhões no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 96% em comparação ao registrado no mesmo período de 2017. No resultado gerencial, que exclui provisões e contratos, entre outros itens, houve prejuízo de R$ 429 milhões, queda de 22% na mesma comparação.

O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado no trimestre somou R$ 1,244 bilhão, queda de 70% ante igual período do ano anterior. A receita operacional líquida somou R$ 8,593 bilhões, baixa de 3% na base anual.

A venda de energia gerada pela estatal totalizou 40,6 gigawatt-hora (GWh) no primeiro trimestre deste ano, alta de 5,8% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. A venda de energia das distribuidoras caiu 2,2%, na mesma base de comparação, para 3,8 GWh de energia.

De acordo com a companhia, a queda no lucro ocorreu, principalmente, por passivo a descoberto de R$ 1,870 bilhão de empresas controladas, em especial da Amazonas Energia, no valor de R$ 1,260 bilhão.

A companhia também cita o aumento expressivo nos custos com a compra de combustível para produção de energia, de R$ 8 milhões no primeiro trimestre de 2017 para R$ 477 milhões nos três primeiros meses deste ano, principalmente pela menor recuperação de despesas de combustíveis na Amazonas Energia, em função da apuração da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).

Outra despesa que também impactou os resultado no trimestre foi a com provisões e reversões operacionais, que cresceu 80,3% a R$ 1,081 bilhão, em
razão de contingências no valor de R$ 521 milhões, sendo R$ 197 milhões referentes ao empréstimo compulsório, R$ 174 milhões de impairment de R$ 150 milhões referentes à taxa Pará. A empresa também observou um aumento de 9,8%dos custos com pessoal, devido ao plano de aposentadoria extraordinária e ao plano de demissão consensual.

O custo da energia elétrica comprada para revenda somou R$ 2,492 bilhões no período, queda de 4,2% na comparação com o primeiro trimestre de 2017, principalmente em razão da desconsolidação da CELG D. No período, a estatal investiu R$ 873 milhões, queda de 27% em relação a um ano antes.

Edição: Eliane Leite (e.leite@cma.com.br)

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