Justiça de Alagoas bloqueia R$ 3,7 bi da Braskem

Unidade da Braskem em Camaçari, na Bahia (Divulgação/Braskem)

Por Gustavo Nicoletta

São Paulo – O presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas deferiu pedidos formulados pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública do Estado para bloquear cerca de R$ 3,7 bilhões em contas bancárias da Braskem, segundo comunicado enviado pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A decisão tem como objetivo “garantir eventuais indenizações à população afetada pelo fenômeno geológico ocorrido em bairros próximos à área de extração de sal-gema em Maceió”, disse a companhia no documento, acrescentando que “tomará as medidas pertinentes nos prazos legais aplicáveis”.

O fenômeno geológico mencionado pela Braskem é o afundamento no solo em bairros de Maceió onde a companhia possui poços de exploração de sal-gema, bem como o surgimento de rachaduras em imóveis nessas regiões.

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulgou relatório concluindo que houve desestabilização nas cavidades onde ocorre a extração de sal-gema e o afundamento no solo “em parte dos bairros Pinheiro, Mutange e Bebedouro”.

No documento, o CPRM acrescentou que no bairro Pinheiro “a instabilidade do terreno é agravada pelos efeitos erosivos provocados pelo aumento da infiltração da água de chuva”.

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