IPCA-15 sobe 0,06% em junho, menor resultado para o mês desde 2006

Por Flávya Pereira

São Paulo – A prévia da inflação oficial no país, medida pelo Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), subiu 0,06% em junho, desacelerando-se em relação à alta de 0,35% apurada em maio, no menor resultado para o mês desde 2006, quando registrou queda de 0,15%. O resultado mensal ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro, de +0,06%, conforme o Termômetro CMA.

Com isso, o IPCA-15 acumula altas de 2,33% no ano e de 3,84% nos últimos 12 meses, até este mês, desacelerando-se da alta de 4,93% no período até maio. O resultado no período de 12 meses também ficou em linha com a mediana das estimativas, de +3,84%. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, o grupo Alimentação e bebidas (-0,64%) teve o maior impacto negativo no indicador deste mês, de -0,16 ponto percentual (pp), enquanto o grupo Saúde e Cuidados Pessoais (+0,58%) teve a maior variação positiva e o grupo Habitação (+0,52%) exerceu o maior impacto positivo, de 0,08 pp.

O resultado do grupo Alimentação e bebidas foi impulsionado pela queda do item alimentação no domicílio (-0,82%) puxada pelos recuos do feijão-carioca (-14,99%), tomate (-13,43%), feijão-mulatinho (-11,48%) e batata-inglesa (-11,30%). Em contrapartida, os preços do leite longa vida e das carnes subiram 2,80% e 0,64%, respectivamente na passagem de maio para junho. O item alimentação fora caiu 0,33%, puxado por refeição (-0,87%).

Em Habitação, o maior impacto veio da energia elétrica (+0,64%) após a bandeira tarifária verde (sem cobrança adicional) voltar a vigorar. O resultado desacelerou-se da alta de 0,72% em maio, quando a bandeira amarela estava em vigor. O item gás encanado registrou variação positiva de 3,15%.

Já no grupo Transportes, houve desaceleração a 0,25% em junho, ante +0,65% em maio, influenciada pelos combustíveis (-0,67%). A gasolina subiu 0,10%, ante alta de 3,29% no IPCA-15 de maio. Em contrapartida, as passagens aéreas subiram 18,98%, tendo o maior impacto individual no mês (+0,06 pp).

Quanto aos índices regionais, os preços desaceleraram em cinco das 11 áreas pesquisadas em junho em relação a maio. O menor resultado ficou com a região metropolitana de Porto Alegre (-0,21%), puxada pela queda nos preços das frutas e da gasolina. O maior resultado foi registrado em Brasília (+0,30%) influenciado pela alta nas passagens aéreas.

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