Inflação sobe, mas tem menor resultado para julho em cinco anos

Por Flávya Pereira

São Paulo – O Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em alta de 0,19% em julho em relação a junho, acelerando-se da ligeira alta de 0,01% registrada no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da mediana projetada, de +0,24%, conforme o Termômetro CMA. Este foi o menor resultado para o mês desde 2014 (+0,01%).

Com isso, o IPCA acumula altas de 2,42% no ano e de +3,22% em 12 meses, até o mês passado, desacelerando-se da alta 3,37% em junho. O resultado em 12 meses também ficou abaixo da previsão, de 3,28%, ainda conforme o Termômetro CMA.

Segundo o IBGE, o resultado do IPCA em julho teve influência do grupo Habitação (+1,20%), com impacto de 0,17 ponto percentual (pp), puxado pelo item energia elétrica, com as contas de luz ficando, em média, 4,48% mais caras no país com a vigência da bandeira tarifária amarela no mês passado. A maior alta foi observada em São Paulo (+7,59%), enquanto Rio Branco registrou queda de 0,40%.

Outro item do grupo teve destaque, água e esgoto (+0,73%) após reajustes em Salvador, Goiânia, Porto Alegre e Recife. Com a segunda maior alta, o grupo Comunicação (+0,57%) foi influenciado pelo item telefone celular (+1,46%) refletindo o reajuste médio de 10,0% de uma operadora de telefonia móvel.

Em seguida, vem Despesas Pessoais, com alta de 0,44%, puxado pelos itens excursão (+4,43%) e empregado doméstico (+0,24%). Por outro lado, o maior recuo foi observado no grupo Vestuário (-0,52%) com destaque para o recuo do item roupa feminina (-1,39%).

O grupo Alimentos e Bebidas, por sua vez, ficou praticamente estável (+0,01%) na passagem de junho para julho. A cebola teve a maior variação positiva (+20,70%),seguida pelas frutas (+2,51%), ambas com impacto de 0,03 pp. Em contrapartida, o tomate recuou 11,28% (impacto de 0,04 pp), seguido pelo feijão-carioca (-8,86% e impacto -0,02 pp), e pelas hortaliças (-4,98%), impacto de 0,01 pp.

Já o grupo Transportes registrou queda de 0,17%, impulsionado pela queda nos preços dos combustíveis (-2,79%), puxado pela gasolina, com queda de 2,80% (impacto de -0,12 pp), o maior impacto individual negativo de julho, puxado pela queda de 6,89% na região metropolitana de Salvador. O etanol, óleo diesel e o gás natural recuaram 3,13%, 1,76% e 1,47%, respectivamente. Em contrapartida, o item passagem aérea subiu 18,63%, com impacto de 0,08 pp, enquanto as passagens de ônibus interestadual tiveram alta de 5,21%.

Em termos regionais, a região metropolitana de Porto Alegre (+0,54%) teve a maior variação no IPCA de julho, refletindo das altas observadas nas frutas (+5,72%) e na energia elétrica (+3,36%). O resultado apagou a maior variação negativa (-0,41%) do indicador em junho. Já os menores índices foram registrados em Goiânia (-0,22%) puxado pelas quedas nos preços do tomate e da gasolina, de 20,28% e de 4,20%, respectivamente. Em São Paulo, o indicador teve alta de 0,28% no mês passado.

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com