Inflação sobe 0,13% em maio, menor resultado para o mês desde 2006

Por Flávya Pereira

São Paulo – O Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, subiu 0,13% em maio em relação a abril, desacelerando-se da alta de 0,57% registrada no mês anterior e no menor valor para o mês desde 2006 – quando a taxa registrou +0,10% – informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da mediana projetada, de 0,20%, conforme o Termômetro CMA.

Com isso, o IPCA acumula altas de 2,22% no ano e de +4,66% em 12 meses, até o mês passado, resultado acima da meta perseguida pelo Banco Central (BC) pelo segundo mês consecutivo. O resultado em 12 meses também ficou abaixo da previsão, de 4,72%, ainda conforme o Termômetro CMA.

Segundo o IBGE, o resultado do IPCA em maio teve influência do grupo Alimentos e bebidas, com queda de 0,56%, com impacto de 0,14 ponto percentual (pp) puxado pela queda de 0,89% do grupamento alimentação no domicílio. Entre os produtos, o tomate recuou 15,08%, enquanto o feijão caiu 13,04% neste mês.

Em contrapartida, o grupo Habitação liderou a alta (0,98%), com impacto de 0,15 pp, influenciado pelo avanço de 2,18% do item energia elétrica. Ainda no grupo, o item taxa de água e esgoto teve variação positiva de 0,82% refletindo o reajuste de 4,72% na região metropolitana de São Paulo. O grupo saúde e cuidados pessoais teve a segunda maior variação positiva (+0,59%) impactada pelos remédios (+0,82%) e perfumes (-1,61%).

Já o grupo transportes teve ligeira alta de 0,07%, puxado pelo avanço de 2,60% da gasolina, que apresentou o maior impacto individual do indicador no mês. As passagens aéreas (-21,82%), por sua vez, tiveram o maior impacto negativo do indicador no mês.

Em termos regionais, Rio Branco (+0,67) apresentou a maior variação no IPCA de maio, refletindo a alta na energia elétrica (+3,18%). Já os menores índices foram registrados em Brasília e na região metropolitana do Rio de Janeiro, ambas com queda de 0,05%, influenciados pelas passagens aéreas (-12,74% e -25,43%, respectivamente). Em São Paulo, o indicador teve alta de 0,13% no mês passado.

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