Inflação desacelera, mas tem a maior taxa para maio desde 2016, mostra prévia do IBGE

Por: Olívia Bulla

São Paulo – A prévia da inflação oficial no país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), subiu
0,35% em maio, desacelerando-se em relação à alta de 0,72% apurada em abril. Ainda assim, foi o maior resultado para o mês desde maio de 2016 (+0,86%). O resultado mensal ficou abaixo da mediana das expectativas do mercado financeiro, de +0,40%, conforme o Termômetro CMA.

Com isso, o IPCA-15 acumula altas de 2,27% no ano e de 4,93% nos últimos 12 meses, até este mês. O resultado no período de 12 meses também ficou abaixo da mediana das estimativas, de +4,98%. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (+1,01%) e Transporte (+0,65%) tiveram o maior impacto sobre o IPCA-15 deste mês, de 0,12 ponto percentual (pp), cada, no resultado geral do indicador.

Nessas classes de despesa, destaque para o item remédios, que subiu 2,03%, refletindo parte do reajuste anual, que entrou em vigor em 31 de março. Merece atenção também plano de saúde (+0,80%) e artigos de higiene pessoal (+0,62%).

Já no grupo Transportes, os principais impactos vieram dos combustíveis (+3,30%), particularmente a gasolina (+3,29%), que exerceu a maior pressão individual no IPCA-1%, com +0,14pp. Na outra ponta, a queda de 21,78% nas passagens aéreas foi o maior alívio individual, de -0,09pp no índice deste mês.

Quanto aos índices regionais, os preços desaceleraram em oito das 11 áreas pesquisadas em maio em relação a abril. O menor resultado ficou com a região metropolitana do Rio de Janeiro, que foi a única a registrar deflação, de -0,06%, enquanto o maior foi o da área de Goiânia (+1,10%).

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com