Indústria se recupera, mas cresce menos que o esperado

Foto: FreeImages.com/Pawel Jagielski

Por: Olívia Bulla

São Paulo – A produção industrial brasileira subiu 0,3% em abril em relação a março, eliminando, assim, parte da queda de 1,4% (dado revisado) observado no mês anterior, em base mensal, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da previsão de +0,70%, conforme mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA.

Na comparação anual, a produção industrial brasileira recuou 3,9%, na segunda retração consecutiva nesse tipo de confronto. A queda é maior que a previsão de -2,90%, ainda conforme o Termômetro CMA. Com o resultado, a indústria nacional acumula baixas de 2,7% no ano e de -1,1% nos últimos 12 meses, até abril, permanecendo com a trajetória descendente iniciada em julho de 2018.

Segundo o IBGE, 20 das 26 atividades pesquisadas apresentaram variações positivas na produção, em base mensal, com ganhos em três das quatro grandes categorias econômicas. Entre os destaques, a produção automobilística subiu 7,1% e a de máquinas e equipamentos teve alta de 8,3%. Na outra ponta, destaque para a queda em produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,0%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação a março, o setor produtor de bens intermediários foi o único a apontar taxa negativa, de -1,4%, na quarta queda seguida. Já a produção de bens de capital subiu 2,9%; a de bens duráveis avançou 3,4% e os semi e não duráveis cresceram 2,6%.

Já na comparação com abril de 2018, houve resultados negativos em três das quatro grandes categorias econômicas, atingindo 13 das 26 atividades pesquisadas. Entre as atividades, indústrias extrativas exerceram a maior influência negativa, -24,0%, ainda refletindo a tragédia em Brumadinho (MG), diante da menor fabricação do minério de ferro.

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