Índice de preços ao produtor cai 1,14% em junho, após quatro altas seguidas

Por Flávya Pereira

São Paulo – O Indice de Preços ao Produtor (IPP) registrou queda de 1,14% em junho, apagando parte da alta registrada de 1,43% em maio, em dado revisado. Com o resultado, o IPP acumula altas de 2,76% no ano e de 3,75% nos últimos 12 meses, até o mês passado.

Segundo o IBGE, oito das 24 atividades industriais pesquisadas apresentaram variações positivas de preços, contra 18 do mês anterior. Entre as atividades, os preços nas indústrias extrativas tiveram queda de 0,10% em junho, de +6,50% em maio, e as indústrias de transformação recuaram 1,19%, de +1,14%, no mesmo período em dado revisado.

Entre as atividades, as quatro maiores variações, em base mensal, foram observadas em: refino de petróleo e produtos de álcool (-7,24%); papel e celulose (-4,65%); calçados e artigos de couro (-3,56%) e fumo (-2,91%).

Em termos de influência, em ponto percentual (pp) e ainda em base mensal, sobressaíram refino de petróleo e produtos de álcool (-0,78 pp); alimentos (-0,19 pp); papel e celulose (-0,16 pp) e farmacêutica (+0,08% pp).

Em relação às grandes categorias econômicas, bens de capital caíram 0,56% em junho na comparação com maio, com influência negativa de 0,04 pp no resultado geral; bens intermediários recuaram 1,15% (-0,63 pp); e bens de consumo tiveram queda de 1,24% (-0,47 pp), sendo +0,04% para bens de consumo duráveis e -1,51% para bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

O IPP mede a evolução dos preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos nem fretes. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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