Indicador antecedente de emprego sobe após quatro meses de queda, diz FGV

Por Gustavo Nicoletta

São Paulo – O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) subiu 0,8 ponto em junho na comparação com maio, para 86,6 pontos, após quatro quedas consecutivas, um “primeiro sinal positivo”, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

“Apesar disso, considerando o patamar baixo do indicador, o cenário do mercado de trabalho para os próximos meses ainda é de cautela. Para uma recuperação mais consistente e robusta é necessária uma melhora mais expressiva da atividade econômica e de redução dos níveis de incerteza”, disse Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV.

A evolução dos componentes que compõem o IAEmp em junho não foi homogênea. Dois indicadores contribuíram negativamente, com destaque para o Indicador que mede a tendência dos negócios para os próximos seis meses na Indústria, com queda de 7,4 pontos.

Cinco indicadores contribuíram positivamente, entre eles o indicador que mede as expectativas dos consumidores em relação ao emprego nos seis meses seguintes e o que avalia a percepção sobre a situação atual dos negócios das empresas do setor de Serviços que subiram 7,4 pontos e 6,4 pontos, respectivamente.

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) caiu 1,1 ponto em junho, para 94,6 pontos, após crescer nos três meses anteriores. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado.

“Apesar da queda em junho, o ICD se mantém em patamar elevado, reforçando a percepção de lentidão na recuperação do mercado de trabalho. Ainda é preciso novos resultados positivos para sugerir uma redução mais efetiva da taxa de desemprego”, disse Tobler.

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