Incerteza eleitoral e ajuste fiscal podem frear avanço da economia, diz CNI

12/04/2018 15:17:32

Por: Flávya Pereira / Agência CMA

São Paulo – O cenário de incertezas com as eleições e com o ajuste das contas públicas deve contribuir para o desempenho moderado da economia do País neste ano, segundo avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A estimativa da confederação é que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 2,6%, enquanto a indústria deve avançar 3% neste ano.

Essa e outras estimativas estão no Informe Conjuntural da CNI, que mostra ainda que os investimentos e o consumo das famílias aumentarão 4% e 2,8%, respectivamente. Já a taxa média de emprego deve ficar em 11,8%, neste ano. Os dados se mantiveram em relação às primeiras projeções divulgadas em janeiro pela confederação.

Na avaliação da CNI, a principal causa da fraca reação da economia é a indefinição sobre o ajuste permanente das contas públicas. O adiamento da reforma da Previdência e a falta de definição do quadro eleitoral também contribuem para as incertezas sobre o ajuste fiscal.

O relatório destaca ainda que com a queda da inflação e a redução dos juros, o ritmo de recuperação da economia é moderado e o país não conseguirá recuperar, no médio prazo, as perdas causadas pela recessão. Mesmo com o crescimento de 1% do PIB em 2017, o país ainda tem renda per capita 8,2% menor que em 2014 e a produção industrial, no início de 2018, está 14% abaixo do seu pico observado em 2013.

Ainda entre as previsões da CNI para a economia, estima-se que a inflação feche o ano em 3,7%, abaixo do centro da meta de 4,5% definida pelo Banco Central. Já a taxa básica de juros (Selic) deve encerrar o ano no menor patamar da história com a aposta de 6,25% ao ano e taxa real de juros de 3%. Em relação à taxa de câmbio, o levantamento projeta que fique na média anual de R$ 3,35.

Edição: Eliane Leite (e.leite@cma.com.br)

 

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