IGP-DI contraria previsão de alta e cai em julho

Por: Olívia Bulla

São Paulo – O Indice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,01% em julho em relação a junho, contrariando a previsão de alta de 0,29%, conforme a mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA. No mês anterior, o IGP-DI havia subido 0,63% em relação a maio.

Com isso, o indicador acumula altas de 4,39% no ano e de 5,56% nos últimos 12 meses, até o mês passado. O resultado acumulado em 12 meses ficou abaixo da previsão, de alta de 5,84%, também segundo o Termômetro CMA.

Entre os indicadores que compõem o IGP-DI, o Indice de Preços ao Produto Amplo (IPA) apagou a alta de 0,83% em junho e caiu 0,22% no mês passado. Na contramão, o Indice de Preços ao Consumidor (IPC) apagou a queda de 0,02% no mês anterior e subiu 0,31% em julho, ao passo que o Indice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de +0,88% para +0,58%, no mesmo período.

No âmbito do IPA, o subíndice relativo aos bens finais teve queda de 0,53% em julho, mais que o recuo de 0,43% em junho, sendo que a maior influência veio do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de +2,67% para -5,56%. Da mesma forma, o subíndice de bens intermediários intensificou a queda e caiu 1,10% no mês passado, de -0,52% no mês anterior, enquanto o das matérias-primas brutas desacelerou, passando de +3,92% para +1,14%, no mesmo período.

Já nos itens de origem, ainda no IPA, os produtos agropecuários apagaram a alta de 2,24% em junho e caíram 2,08% em julho, ao passo que os produtos industriais praticamente mantiveram o ritmo de alta e subiram 0,39%, de +0,38%, na mesma comparação.

No IPC, quatro das oito classes de despesa apresentaram acréscimo na taxas de variação de preços. A maior contribuição veio do grupo Habitação, cuja taxa passou de -0,10% para +1,02%, com destaque para o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial (de -2,21% para +5,56%).

Na construção civil, o índice relativo a materiais, equipamento e serviços acelerou a 0,26% no mês passado, de +0,09% no mês anterior, ao passo que o custo da mão de obra desacelerou de +1,57% para +0,84%, na mesma base de comparação.

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