Ibovespa deve fechar 2019 em 106 mil pontos, diz Goldman Sachs

Por Gustavo Nicoletta

São Paulo – O Ibovespa deve encerrar este ano com uma pontuação próxima a 106 mil pontos e, em 12 meses, ganhar força e atingir 114 mil pontos, de acordo com estimativas do banco Goldman Sachs. A instituição acredita também que o Brasil está adquirindo um papel “defensivo” para os investidores entre os mercados emergentes.

(Foto: Luiz Prado / LUZ)

Em relatório, o banco destacou que os investidores estão cautelosos em relação aos países emergentes por causa da perspectiva de enfraquecimento do crescimento da economia mundial e das tensões no comércio global, e que por isso os ativos nestes mercados parecem relativamente caros quando comparados com o histórico.

“No entanto, quando questionados sobre qual mercado emergente pode ser uma ‘boa história de longo prazo’ a partir daqui, o Brasil e a India são
frequentemente citados entre os principais candidatos pelos investidores
globais”, disse o banco.

O Golman Sachs afirma que a perspectiva para o Brasil é positiva porque o ponto de partida neste momento é um período pós-recessão recorde e alto potencial de reformas estruturais. “Os juros estão em mínimas históricas (com a inflação também tendo desacelerado consideravelmente nos anos recentes) e a perspectiva para as taxas é ‘dovish’ [que tende ao declínio].”

Em relação aos desafios, o banco cita a recuperação lenta da economia e potenciais efeitos negativos da crise na Argentina – terceiro maior comprador de produtos brasileiros -, mas não acredita que o mercado brasileiro será contagiado pelo pessimismo que tomou conta da Argentina.

VARIAÇÃO DO PIB

O crescimento da economia deve ser o principal fator por trás dos movimentos do mercado brasileiro nos próximos meses, afirmou em relatório o Goldman Sachs, que sugere exposição ao real e ao mercado de ações – em particular aos papéis de bancos – para quem quiser aproveitar uma potencial recuperação do Produto Interno Bruto (PIB).

“Achamos que o motor de um rali no Brasil será a recuperação no crescimento em relação a níveis muito baixos”, disse o banco em um relatório. “Colocaríamos o crédito soberano no fim da lista em termos de exposição favorável”, acrescentou, afirmando que o real é o único ativo do país que parece não estar caro.

“Reconhecemos que as decepções no crescimento neste ano colocam a recuperação em questão, mas achamos que esta decepção com o crescimento tem sido um fenômeno global e que o Brasil têm mais chance de melhorar do que os mercados emergentes em que a acomodação do banco central foi menos significativa, em que não há catalisador doméstico claro ou em que as fricções comerciais devem persistir”, disse o Goldman.

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