Guerra comercial e Brexit são desafios de médio prazo, diz Kuroda, do Banco do Japão

Por Carolina Pulice

Presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda. Foto: Sebastian Derungs

São Paulo – O presidente do Banco do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, afirmou que os desafios de médio prazo para o mundo se dão por conta da desaceleração na China e a zona do euro, motivadas pelas incertezas sobre o Brexit – processo de separação do Reino Unido da União Europeia – e por conta da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

“Houve um aumento das incertezas por conta da política econômica em nível global, como as tensões comerciais e as negociações do Brexit. Isso colocou pressão de queda em investimentos corporativos e comércio internacional em bens de capital”, afirmou em discurso ao T20, evento que antecede o encontro dos líderes globais d0 G20 (20 maiores potências do mundo).

Kuroda também apontou para a desaceleração do ciclo do silício, o que contribuiu para a desaceleração dos setores de semicondutores e smartphones.

“Como visto no passado, houve o cancelamento de muitos pedidos por peças e bens de capital, junto com as revisões de queda de bens finais como smartphones”, disse.

O presidente do Banco do Japão também disse que, como líder do encontro do G20, que acontecerá no Japão entre os dias 28 e 29 de junho, levará para discussão os desequilíbrios globais e a arquitetura financeira internacional, com o objetivo de que “cada país implemente as políticas econômicas apropriadas para evitar desequilíbrios nos setores econômicos e financeiros”.

“Discutiremos intensamente os desequilíbrios globais. Em particular, vamos promover a compreensão de que precisamos examinar se os atuais níveis de desequilíbrio são apropriados ou estão em excesso, levando em conta a importância de fatores estruturais como o envelhecimento”, afirmou.

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