Governo dos EUA submete documento sobre aumento de tarifas à China

Por Carolina Gama

São Paulo – O escritório do representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) submeteu ao Registro Federal os documentos necessários para aumentar as tarifas de 10% para 25% a US$ 200 bilhões em importados chineses na sexta-feira.

Foto: futureatlas.com/Flickr

No documento, o USTR diz que a China recuou em compromissos específicos que foram acordados nas negociações comerciais com os Estados Unidos. Essa informação foi apresentada como justificativa para elevação das tarifas pelo representante comercial norte-americano, Robert Lighthizer, na segunda-feira, após as ameaças do presidente do país, Donald Trump, no domingo.

“Devido à falta de progresso nas negociações com a China, o presidente instruiu o representante para o Comércio a aumentar a taxa de encargo adicional para 25%”, diz o USTR no documento.

Agências internacionais noticiaram nesta manhã que a delegação chinesa que chega hoje em Washington trazia um rascunho de acordo com 150 páginas nas quais retirou, em cada um dos sete capítulos, os compromissos que levaram as duas maiores economias do mundo a entrarem em guerra comercial.

Entre os pontos que foram retirados do rascunho, segundo as agências, estão os que tratam do roubo de propriedade intelectual e segredos comerciais dos Estados Unidos, transferência de tecnologia forçada, política de concorrência, acesso a serviços financeiros e manipulação de moeda.

No documento do USTR ao Registro Federal, a agência diz que abrirá um processo pelo qual as empresas poderão solicitar exclusões das tarifas caso sejam prejudiciais para seus negócios.

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