FMI apoia ajustes de política monetária do banco central da Argentina

Por Rafaela Aguiar

Buenos Aires – O Fundo Monetário Internacional (FMI) apoiou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central da Argentina (BCRA) para manter a taxa básica de juros do país em 58% até o próximo dado de inflação, entre outras medidas.

Foto: Jorge Girao / FreeImages.com

“Essas mudanças garantirão que a política monetária se mantenha orientada para assegurar o caminho contínuo de redução da taxa de inflação e um bom funcionamento do sistema financeiro”, disse o principal porta-voz do FMI, Gerry Rice, em declarações publicadas no Twitter.

Em relação à manutenção da taxa das Letras de Liquidez (Leliqs) em 58%, o BCRA explicou em declaração de que “poderá ser revisada levando-se em conta a evolução da inflação, as expectativas de inflação, as condições financeiras internas e externas e outras variáveis macroeconômicas”.

O comitê havia definido, em sua decisão de política monetária do início de julho, que iria reduzir a taxa mínima de Leliqs de em torno de 62% até atingir 58%. Na última licitação da sexta-feira, a média diária da taxa foi de 58,708%.

Por outro lado, o BCRA decidiu aumentar em 3 pontos percentuais (pp) a exigência de efetivo mínimo sobre depósitos a prazo fixo. Sobre a avaliação do cumprimento da base monetária (BM), a entidade financeira definiu um período bimestral, de julho a agosto, mantendo assim a meta em 1,343 trilhão de pesos.

Tradução: Cristiana Euclydes

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