Fitch afirma rating dos EUA em AAA com perspectiva estável

Foto: Oscar Murgui / FreeImages.com

São Paulo – A agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou a nota de crédito dos Estados Unidos em ‘AAA’, com perspectiva estável, indicando que o crescimento da economia global está perdendo força nos últimos meses, mas o país segue com baixa exposição a essa desaceleração e às perdas no comércio mundial.

Segundo a Fitch, a economia norte-americana deve crescer mais rápido do que a maioria dos países avançados até 2020, embora tenha reduzido a previsão de expansão dos Estados Unidos para 2,3% em 2019 e para 1,9% em 2020.

A agência afirma que boa parte dessa expansão foi favorecida pelo afrouxamento na política fiscal no governo de Donald Trump, no entanto, essa as medidas contribuíram para elevar ainda mais o déficit do país.

“Embora tenha havido um afrouxamento recente da política fiscal, a Fitch
considera que a tolerância da dívida dos Estados Unidos é maior do que a de outros países. No entanto, os crescentes déficits e dívida poderiam
eventualmente testar essas forças de crédito na ausência de reformas”, diz a Fitch em relatório.

Na visão da agência, os Estados Unidos se beneficiam da emissão de dólar da moeda de reserva mais proeminente do mundo – e da extraordinária
flexibilidade de financiamento, uma vez que os Treasuries fazem parte do mercado de ativos mais líquido do mundo.

PERSPECTIVA PARA OS JUROS

A perspectiva para a taxa de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central
norte-americano) mudou desde sua reunião em janeiro deste ano, quando a
autoridade monetária observou o aperto nas condições financeiras e o aumento das incertezas ao crescimento global.

A Fitch agora espera um novo aumento de juros, da ordem de 0,25 ponto percentual (pp), ainda este ano e mais uma elevação em 2020. Atualmente, a taxa básica está na faixa entre 2,25% e 2,50% ao ano.

A agência também projeta a manutenção em níveis elevados do balanço de ativos do Fed, avaliado hoje em cerca de US$ 4 trilhões.

“Esperamos também a manutenção de um balanço maior, retardando o
escoamento de seus títulos e interrompendo-o completamente em setembro, mantendo, assim, condições financeiras mais acomodatícias”, diz a Fitch.

Em sua última reunião, realizada em março, o comitê de política
monetária reduziu a zero as estimativas de aumento da taxa de juros este ano e confirmou o fim da estratégia de redução gradual do balanço para setembro deste ano.

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