Fed deveria adotar intervalo como meta de inflação, diz Rosengren

O presidente da unidade do Federal Reserve de Boston, Eric S. Rosengren. Foto: Alex Cronin/ Federal Reserve Bank of Boston

Por Cristiana Euclydes

São Paulo – O presidente da unidade do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Boston, Eric Rosengren, disse que a instituição deve adotar um intervalo como meta de inflação, ao invés da meta atual de 2%.

“Parece que a meta de 2% de inflação tem agido essencialmente mais como um teto ao invés de uma meta simétrica em torno da qual a inflação flutua”, disse ele, em texto preparado para discurso em um evento ontem à noite. Para Rosengren, a meta simétrica implica em observações iguais de valores para cima e para baixo dela da mesma forma, mas isso não acontece.

“Podemos ser forçados a aceitar taxa de inflação abaixo de 2% durante as recessões, mas nos comprometemos a alcançar uma inflação acima de 2% nos tempos bons, de modo a fornecer mais espaço político para contrariar a próxima recessão”, disse ele.

Este ano, Rosengren tem direito a voto no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Atualmente, a taxa básica de juros do Fed está no intervalo entre 2,25% e 2,5%, e o comitê indicou que não deve aumentar os juros este ano, em uma pausa no seu ciclo de aperto monetário.

“Uma razão para a decisão do comitê de política de ser paciente na determinação dos ajustes futuros dos juros, apesar do aquecimento no mercado de trabalho, está em esperar para ver evidências mais convincentes de que a inflação atingirá e manterá a meta de inflação de 2%”, disse. Por fim, ele disse que “em muitos aspectos, a economia está indo muito bem”.

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