Eurasia eleva a 35% chance de reforma da Previdência poupar mais que R$700 bi

Por Gustavo Nicoletta

São Paulo – A consultoria Eurasia elevou de 20% para 35% a possibilidade de se concretizar o cenário mais favorável para a reforma da Previdência – nomeadamente, a aprovação de uma legislação que gere economia superior a R$ 700 bilhões aos cofres públicos ao longo dos próximos dez anos.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, em audiência pública da Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, fala sobre a reforma da Previdência. (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

“O receio dos congressistas com a economia pausando estão não apenas
aumentando as chances de aprovação da reforma da Previdência na Câmara, mas abrindo caminho para uma versão mais robusta com aprovação mais cedo do que a esperada”, disse a Eurasia em um relatório. “A aprovação em julho pela Câmara agora é provável”, acrescentou.

A consultoria ainda considera que a maior probabilidade – de 45% – é de que seja aprovada uma reforma da Previdência que poupará de R$ 500 bilhões a R$ 700 bilhões.

A previsão da Eurasia é de que o relator da proposta na comissão especial da Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), votará por uma reforma capaz de economizar de R$ 900 bilhões a R$ 1 trilhão, preservando os trechos que tratam da idade mínima de aposentadoria e as regras de transição, mas diluindo trechos que tratam das novas regras para pensão por morte e para o abono salarial.

A economia ainda ficaria em torno de R$ 800 bilhões a R$ 900 bilhões mesmo se a comissão especial remover da reforma da Previdência as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC), excluir Estados e municípios das novas regras de aposentadoria.

A Eurasia aponta risco de mais diluição no plenário da Câmara,
principalmente porque é ali que pode haver redução da idade mínima de
aposentadoria e afrouxamento das regras de transição, entre outros pontos. A pressão política nesta direção, porém, está diminuindo.

“Embora ainda achemos que a proposta será alterada no plenário, nossa
convicção diminuiu um pouco. O aumento nos receios na frente econômica parece estar forçando os líderes a defenderem uma reforma mais robusta”, acrescentou a consultoria.

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