Estudo sobre joint venture no Comperj ficará pronto em setembro, diz presidente

Por Gustavo Nicoletta

São Paulo – O estudo técnico para verificar a viabilidade de uma parceria entre a Petrobras e a chinesa CNPC no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) ficará pronto em setembro, afirmou o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, em audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.

A potencial parceria entre as duas empresas foi anunciado em meados do ano passado. O estudo técnico avaliará os investimentos necessários à conclusão da refinaria e sua avaliação econômica e está sendo conduzido por especialistas de ambas as empresas e consultores externos.

A expectativa da Petrobras é formar uma joint venture que será responsável pela conclusão do projeto e pela operação da refinaria, com 80% de participação da Petrobras e 20% da CNPC.

O acordo também prevê a criação de uma joint venture no segmento de Exploração e Produção, que contará com a participação de 20% da CNPC no cluster de Marlim (concessões de Marlim, Voador, Marlim Sul e Marlim Leste) na Bacia de Campos, ficando a Petrobras com 80% de participação e mantendo-se como operadora.

Segundo a Petrobras, o petróleo pesado produzido em Marlim tem características adequadas à refinaria do Comperj, projetada para processar este tipo de óleo, com alta conversão.

A Petrobras e a CNPC são parceiras desde 2013 na área de Libra, primeiro contrato pelo regime de partilha de produção, localizada no pré-sal da Bacia de Santos. Em 2017, o consórcio formado pela Petrobras (operadora, com 40% de participação), CNPC (com 20%) e BP (com 40%) adquiriu o Bloco de Peroba, um dos mais disputados do leilão promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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