Estudo do BCE mostra que EUA seriam mais afetados por tensões comerciais

Por Cristiana Euclydes

São Paulo – Um aumento nas tensões comerciais pode ter um impacto negativo significativo sobre o crescimento da economia dos Estados Unidos, agravado pelo estresse financeiro elevado e pela queda na confiança, afetando o país mais do que a China e a zona do euro, de acordo com um relatório do Banco Central Europeu (BCE).

Foto: Divulgação/ Serviço Audiovisual da União Europeia

Segundo o BCE, um aumento nas barreiras tarifárias e não tarifárias sobre as importações induz os consumidores domésticos e as empresas a migrarem para os bens produzidos internamente. “Contudo, é provável que este efeito seja mais do que compensado pelo aumento dos preços e pela redução das exportações resultante das medidas de retaliação tomadas por todos os parceiros comerciais”.

Assim, os efeitos diretos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos são negativos e poderiam reduzir a atividade em 1,5 ponto percentual (pp) no primeiro ano. Os efeitos na confiança decorrentes de um aperto nas condições de financiamento podem deprimir ainda mais o PIB norte-americano, diz o BCE.

Já os produtores chineses podem melhorar sua competitividade em países terceiros em relação aos produtores dos Estados Unidos, já que todos os parceiros comerciais do país aumentariam as barreiras às suas importações. Assim, os efeitos do comércio sobre o PIB da China são ligeiramente positivos (+0,6 pp).

Em relação à zona do euro, apesar de alguns possíveis ganhos nas cotas de mercado das exportações, as repercussões resultantes da deterioração da confiança global provavelmente superariam os ganhos de competitividade, causando assim uma modesta diminuição da atividade.

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