Estímulos podem reduzir crescimento da economia da China no médio prazo, diz OCDE

Foto: Freeimages.com/ Gary Tamin

Por Cristiana Euclydes

São Paulo – Os estímulos do governo da China para conter a desaceleração no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país podem aumentar os desequilíbrios econômicos no médio prazo, segundo relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Os estímulos à infraestrutura podem elevar o crescimento no horizonte de projeção, mas podem levar a uma maior acumulação de desequilíbrios e a má distribuição de capital e, portanto, a um crescimento mais fraco no médio prazo”.

Segundo a OCDE, a alavancagem excessiva e níveis insustentáveis dívida no setor corporativo chinês representam riscos financeiros. “Os estímulos correm o risco de aumentar novamente o endividamento do setor corporativo e, em geral, inverter o progresso na desalavancagem”, de acordo com o relatório.

O governo da China tem adotado uma série de estímulos para apoiar o crescimento econômico do país este ano e no próximo. Segundo a OCDE, diante da desaceleração da demanda doméstica e de exportação, as autoridades recorreram a medidas de estímulo envolvendo impostos, acesso ao crédito e investimento em infraestrutura.

Por fim, a OCDE destacou que a economia chinesa continua a desacelerar enquanto se reequilibra, com fatores contrários como as tensões comerciais e o enfraquecimento da economia global. Apesar da desaceleração, o crescimento do PIB da China deve ficar acima de 6% este ano, em 6,2%. Para 2020, a projeção é de alta de 6%, ante 6,8% em 2017 e 6,6% em 2018.

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