Escritório de Comércio detalha taxas a US$ 200 bilhões de bens chineses

11/07/2018 09:48:38

Por: Cristiana Euclydes / Agência CMA

Divulgação/Maesk

São Paulo – O Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou que está estudando a aplicação de taxas de 10% a cerca de US$ 200 bilhões em produtos importados da China, sob a justificativa de que Pequim tem adotado práticas injustas de comércio, e publicou a lista detalhada dos itens visados.

“Como resultado da retaliação da China e da falha em mudar suas práticas, o presidente ordenou que o USTR iniciasse o processo de imposição de tarifas de 10% sobre um adicional de US$ 200 bilhões de importações chinesas”, diz o escritório, em comunicado.

Agências internacionais de notícias haviam reportado ontem, citando fontes da Casa Branca, que as medidas estavam sendo preparadas. A lista de bens chineses que serão taxados inclui frutas e verduras, produtos de origem animal, produtos químicos e têxteis, entre outros.

“Por mais de um ano, o governo de Donald Trump pediu pacientemente à China que parasse com suas práticas injustas, abrisse seu mercado e se envolvesse em uma verdadeira concorrência”, diz a nota. “Temos sido muito claros e detalhados sobre as mudanças específicas que a China deve realizar. Infelizmente, a China não mudou seu comportamento – o que coloca em risco o futuro da economia dos Estados Unidos”.

De acordo com o USTR, a lista de bens chineses passará por consulta pública. As novas tarifas se seguem às medidas de Washington para sobretaxar US$ 50 bilhões em importações chinesas. Desse total, as tarifas sobre US$ 34 bilhões em mercadorias entraram em vigor na semana passada. A China tem respondido às sobretaxas norte-americanas com barreiras equivalentes e acionou o país na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Edição: Pâmela Reis (pamela.reis@cma.com.br)

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