Escalada comercial pode afetar mais o sentimento e negócios globais, aponta estudo do FMI

Por Carolina Pulice

Encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping/ Foto: Divulgação/Casa Branca)

São Paulo – Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) aponta para os efeitos negativos da guerra comercial entre Estados Unidos e China, afirmando que a última escalada de tarifas e de tensões pode afetar mais significativamente o sentimento do mercado financeiro e dos negócios globais.

“Enquanto o impacto no crescimento global é relativamente modesto no momento, a última escalada pode afetar significativamente os negócios e o sentimento do mercado financeiro, afetando as cadeias de oferta global, e minando o projeto de recuperação global em 2019”, afirmou a instituição.

O FMI disse ainda que os maiores afetados nesta guerra são os consumidores dos dois países protagonistas, citando o aumento para 25% sobre produtos importados de ambos os países. “Algumas dessas tarifas foram repassadas para consumidores dos Estados Unidos, enquanto outros foram absorvidos por companhias importadoras com menores margens de lucro”.

“O impacto sobre os produtores é mais misto, com alguns ganhadores e muitos perdedores”, afirmou o FMI ao se tratar de produtores de ambos os países. “Alguns produtores dos Estados Unidos e da China competindo em mercados domésticos foram afetados pelas tarifas, assim como exportadores de outros países são os potenciais vencedores. No entanto, os produtores dos Estados Unidos e da China são potenciais perdedores”, apontou o texto.

Como efeitos macroeconômicos, o FMI aponta que as tensões globais podem afetar outras áreas globais, como a indústria automobilística e novas tecnologias. “Barreiras comerciais mais altas podem afetar os canais de oferta global e desacelerar a propagação de novas tecnologias, em última instância diminuindo a produtividade global e o bem-estar”, completou o texto.

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