Em alegações finais, defesa de Lula alega inocência no caso do sítio

08/01/2019 10:30:18

Por: Allan Ravagnani / Agência CMA

São Paulo – A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou ontem as alegações finais no processo em que ele é acusado de receber propinas nas reformas do sítio de Atibaia (SP). O documento diz que o ex-presidente não é dono do sítio e, por isso, não pode ser beneficiário de qualquer reforma feita na propriedade.

Na peça, a defesa reitera que as provas apontam que Lula jamais soube, nem solicitou, qualquer reforma realizada e que os recursos que os delatores da Odebrecht dizem ter destinado à obra foram, segundo prova pericial apresentada na ação, sacados em benefício de um dos principais executivos do grupo.

A defesa diz ainda que o ex-presidente não exercia qualquer cargo público em 2014, e que o depoimento de Leo Pinheiro, ex-executivo da OAS, usado como principal trunfo da acusação, é “uma peça de ficção produzida por alguém em busca de benefícios processuais e patrimoniais”.

A denúncia do Ministério Público Federal (MPF, que apresentou as alegações finais em 11 de dezembro, acusa Lula de receber propina do Grupo Schain, de José Carlos Bumlai, da OAS e Odebrecht por meio da reforma e decoração no sítio de Atibaia, que frequentava com a família, apesar de não ser o dono do imóvel.

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